quinta-feira, 1 de março de 2012

Post relâmpago

Correndo o risco de fazer este blog virar um fotolog, vamos aos fatos em fotos:

A gente se supera na cozinha reaproveitando o arroz com feijão de dois dias que ninguém mais aguenta comer fazendo sopa e bolinho do tempo da vovó...


...e navega por águas nunca antes navegadas, descobrindo dotes até então desconhecidos.













Precisa de muito pouco pra ficar feliz... mesmo que o dia a dia seja muito cansativo.

A gente brinca de praia dentro de casa quando lá fora está nevando.

E amanhã completo mais uma primavera e vou comemorar comendo bolo e coxinha de galinha. Depois a South Beach dá um jeito.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Carnaval exótico pra carioca

Ela foi pro baile da escola assim













Com a fantasia escondida pelas camadas de casacos

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Close na bebezoca

Falando de nada e qualquer coisa

É verdade que passar duas horas em cima do lago congelado não contribuiu pra minha gripe melhorar, ontem estava podre. Mas tem coisas que não dá pra deixar pra depois, agora a temperatura já está subindo ( de negativo pra +1C, queeeente) e parece que vai acabar a farra, porque o perigo do gelo quebrar é grande.

Eu não deixo de fazer nada por causa do mal tempo aqui, mesmo com as crianças. Talvez por ter tido filho já aqui, aprendi que se a gente deixar de sair de casa porque está chovendo ou nevando, a gente vai passar pelo menos uns 6 meses do lado de dentro. Europeus geralmente não têm problema com isso e já ouvi muitos dizendo que não existe tempo ruim, você é que não soube se vestir corretamente. No Brasil o povo parece de açúcar, chuviscou, ninguém sai de casa, se a chuva apertar, tem criança que ganha até o direito de matar a aula naquele dia. Eu saio com qualquer tempo. Lógico que prefiro sair de sandalinha e camiseta e não ter que vestir dez camadas de roupa na bebezoca, dá um trabalho que realmente cansa e desanima, mas vou dizer, ficar 12 horas com criança dentro de casa, seja bebê ou maior, custa muito mais energia do que enfrentar o mal humor de São Pedro.

Hoje melhorei, menos rouca, agradecida por ter sido brindada com 6 horas de sono ininterruptas à noite passada. Laura está uma fofa, ossinho duro de roer mesmo, continuamos na guerra atrás de Morfeu durante o dia. Agora mesmo, depois de tomar um tiquinho de leite e adormecer, acordou 5 minutos depois! Tirei ela do berço e coloquei pra brincar na sala, não nado mais contra a corrente. Daqui a umas duas horas tento de novo, e quando ela não dorme quase de dia, coloco ela na cama às seis e meia da tarde e ela apaga até o dia seguinte, só com uma ou duas pausas pra encher a barriga. E assim caminha a humanidade.

Semana que vem é carnaval, aqui nem feriado será, só na terça que vai ter um bailinho na escola e Julia vai fantasiada de... índio! Ah, mas é índio americano, tá, porque esse negócio de tanguinha e cocar na cabeça é muito exótico pra eles aqui e eu não ia deixar minha filha cair no estereótipo hohoho. Na verdade ela disse que vai de Iakari, que é um desenho muito popular entre as crianças daqui atualmente.

Parei de assistir ao BBB, além de não ter tempo, tá chato demais! Meu Kindle é muito mais interessante. Terminei de ler a biografia do Steve Jobs e agora estou namorando os outros títulos que eu baixei pra escolher a próxima leitura. Acho que vou na dica da Marcia, The Help.

Já me vou que o feijão tá apitando, tschüss!


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Domingo no gelo

O lago que fica no centro de Hamburgo todo ano congela, mas este ano a espessura do gelo alcançou os 22 cm de espessura, que é quando fica liberado pras pessoas passearem e aproveitarem pra se divertir com seus trenós e patins de gelo.






Antigamente montavam-se barraquinhas de comida e bebida também, bem lá no meio do lago, mas agora acho que só permitiram em volta. A última vez que teve Alstervergnügung ( diversão no Alster), como eles denominam esse espetáculo da natureza em que a população pode aproveitar, foi em 1997 e eu ouvi no rádio que só ontem e hoje passaram por lá um milhão de pessoas.

A barraquinha de salsicha nunca pode faltar

Nós fomos hoje e é realmente imperdível. Inacreditável como um lago inteiro desse tamanho pode congelar assim. Como está nevando desde de manhã, juntou neve por cima do gelo e dava pra andar sem escorregar, mas onde era gelo parecia um sabão.










Tinha um monte de gente com patins, trenós e até um grupo jogando hockey. O povo raspa a neve em alguns pedaços e faz uma pista pra escorregar com o sapato mesmo e cair de bunda no chão.


Um frio de doer, literalmente, e mesmo eu estando afônica há dias por conta de uma gripe que não quer me deixar, valeu a pena.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A gente sempre dá um jeitinho

Quando eu me distraio, o resultado é esse:

Então, quando maridão viaja, eu tenho que usar a criatividade pra conseguir tomar banho, sem que ela enfie o dedo na tomada. Mas como criatividade de mãe não tem limite, muito menos de uma mãe moderna, não há nada que um I-pod não resolva. Ela viciou nesse episódio dos Smurfs, ficadica se você é uma mãe expatriada, sem criadagem aos seus pés ou avós que façam plantão diurno no seu lar.
Dentro do banheiro 
"Eu só choro quando a mamãe some atrás da cortina"

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Da série, mãe sempre pode dormir um pouquinho menos

Eu gripei, tu gripaste, Laura também. Marido viajou ontem por uma semana e a noite foi mais ou menos assim, com o adendo de que eram duas na minha cama:

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Comer, comer, é o melhor para fazer crescer

Está fazendo -11C e isso é frio pacas. Li em algum lugar por aí que na Russia fez -40C um dia desses e tem gente pros lados do leste que está morrendo de frio. Brrrrrrrrr.

Isso foi só pra fingir que eu sei falar de outra coisa, mesmo que seja sobre o tempo. Vamos ao meu assunto preferido dos últimos nove meses: bebezoca. Depois que eu escrevi aqui que ela dormiu 5 noites direto, sem choro e sem acordar de madrugada, é claro que ela, só pra contrariar, passou as próximas cinco chorando e acordando de hora em hora e ainda juntou que não queria comer também. Mas como eu disse, já estou mais em paz com o processo e com minha bebê risonha e temperamental. Com ela aprendi a me desprender de várias coisas, como por exemplo, o apreço por roupas limpas e não manchadas. Tanto as minhas, como as dela.

De uns tempos pra cá ela resolveu fazer escândalo quando vou me aproximando do cadeirão pra dar comida. Chora numa altura que parece que estou beliscando. E não me perguntem o porquê, se eu soubesse estava solucionado o problema. Nessa hora invento mil maneiras pra tentar distraí-la até conseguir sentá-la, colocar o babador e agarrar o potinho rápido antes que o berro comece, coisa de ninja. Aí que quando eu consigo que ela sente, mas começa aquele hã-hã-hã fatal que eu já sei onde vai parar, deixo pra lá o babador e agradeço o inventor da máquina de lavar, porque nem pensar em deixar ela mais irritada. Então que hoje no jantar foi assim, sem babador, e ela ainda tinha um patinho de pano na mão que entrava junto com a colher na boca. Sem contar o nariz que escorria junto. Mãe tem que ter estômago forte. E uma máquina de lavar e um super produto tira-manchas, este ainda não achei por aqui.

Eventualmente esta cena se passa no meu colo, quando noto que a aproximação do cadeirão já vai ser fatal. Aí, no meio do entreveiro, ela vira a cara e limpa na minha blusa.

De vez em quando a Julia está junto, jantando ou almoçando na mesa da cozinha e na hora em que a irmã engasga e coloca meio pote de papinha pra fora, ela faz ânsia de vômito junto pra ser solidária.

Eu sei, post grotesco, devia ter avisado antes.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Mais do mesmo

Nem vou mais começar pelo clichê "sem tempo pra escrever no blog" porque parece que tô querendo me fazer de gostosa. Não é questão de tempo, é questão de espremer todo o pacote de lazer nas últimas horas da noite quando meu corpo já está pedindo cama. Aí, entre sentar à frente do computador pra escrever e deitar na cama com um livro ou com o Ipod pra assistir um programa, acaba ganhando a segunda opção porque é só eu me jogar ao estado vegetativo.

Laura já saiu do seu estado de Buda e resolveu explorar os horizontes da sala, vai se arrastando com uma perna pra cada lado, uma hora joga as duas pra trás, noutra abre um espaguete que não sei como os ligamentos aguentam. Não é ainda um engatinhar daqueeeeeles de livro, mas já tive que colocar proteção nas tomadas e a estante de DVDs já foi atacada e virou seu ponto favorito da sala. Quanto a odisséia de dormir... à noite está melhorando, ela chora um pouquinho quando colocamos na cama ( não cria traumas mesmo, Rosa?), mas se entrega mais resignada ao sono. E pelo fato de estar se acostumando a pegar no sono direto na cama, está acordando menos de madrugada, e já contabilizei 5 noites seguidas de sono contínuo até de manhã sem eu ter que recorrer a mamadeira de madrugada.  De dia é que a luta é complicada, a bichinha é brava mesmo e pelo jeito não precisa de tantas horas de sono assim. De qualquer forma, eu estou mais em paz com o processo e tentando não me descabelar quando ela se recusa a dormir de dia na cama e passa 10 horas acordada no modo zumbi. Sobreviveremos :)

Semana passada foi a reunião com a professora da Julia, que é feita junto com a criança, na presença dos pais. A professora fala sobre o desenvolvimento até agora e chama na xinxa se o aluno tem algum ponto fraco, sacumé, naquele jeitinho meigo e sincero que todo alemão tem dentro de si. Por sorte eu sou mãe da Julia, que teve como única queixa da professora o fato dela ser muito tagarela. Em compensação eu descobri que ela lê em voz alta pras crianças na escola e escreve histórias cheias de conjunções e verbos nas suas construções gramaticais e que seu alemão está no nível de uma criança da terceira série. Quando mencionamos que ela também lê e escreve em português (sem que nós nunca tenhamos nem pensado em alfabetizá-la) a Julia abre a boca e na maior naturalidade diz que lê gibi da Magali no banheiro, hábito inclusive que vem desde que ela largou as fraldas, muito antes de saber juntar as letras.

Bem verdade que sua conjugação verbal em português de vez em quando escorrega um "Eu lejo (leio) aqui, mamãe" ou "Eu já di (dei) pra ela, mamãe", mas pra quem pouco ouve o português, começou a falar em inglês e está sendo alfabetizada em alemão, eu acho que tá bom demais.

Semana passada também foi comemorativa pelo nosso aniversário de casamento, 12 anos! Nove deles em terras estrangeiras, quando eu paro pra pensar parece que foi ontem.

E o frio demorou mas chegou, esta semana estão previstas temperaturas de -15C à -25C na Alemanha e no fim de semana finalmente nevou que deu pra fazer boneco de neve.

Chato e triste foi o que aconteceu lá no Rio, aliás, cada vez que eu abro a página do Globo pra ler parece que a cidade está se desintegrando. É bueiro que explode, prédio que desaba, até o pedalinho da Lagoa naufragou! E o povo acha que a qualidade de vida melhorou? Sexta economia do mundo? Tá dando pra ir fazer compras em Miami? Tem gente que é muito iludida mesmo.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Extra! Extra!

Ainda estou com medo de começar a comemorar, mas ao que parece a missão ensinar-bebezoca-a-dormir-no-berço mostra sinais de progresso. Ainda rola um chorinho que varia de 10 a 20 minutos quando coloco ela na cama, antes dela apagar SOZINHA, (incredible!!!!!),  mas notem bem, é um chorinho, não mais um berreiro de milhões de decibéis. Às vezes ela chora um pouco e depois só fica resmungando até cair no sono. Ainda não consigo acreditar. Pra coisa funcionar realmente há que se ter firmeza, o método não é para fracos, porque nos primeiros dias, mesmo sendo 10 minutos de choro, é difícil manter a frieza de entrar no quarto, fazer um carinho, falar baixinho, virar as costas e sair de novo. Já notei que quando é marido que faz, ela capitula mais rápido e mais calmamente, comigo ela chora mais quando percebe que eu vou sair. E já ouvi dizer que por vezes isso demora mais de uma hora com a pessoa entrando e saindo do quarto. Pelo menos aqui ela está se mostrando menos resistente do que eu pensava. Juro que não acredito!

As sonecas do dia ainda estão curtas, de no máximo meia-hora, mas já é alguma coisa. Como a rotina da Julia impõe que saiamos à tarde algumas vezes durante a semana, sei que não vou conseguir ser muito rígida, e nem quero, e a Laura vai ter que dormir no carrinho algumas vezes porque não estaremos em casa.

Então é isso, pra frente e avante!