Hoje perguntei à um casal de brasileiros que têm um menininho na mesma escola da Julia, se eles queriam umas fitas VHS de desenhos da Disney em português que a Ju não gosta mais. A cara de espanto deles quando eu disse a paleozóica palavra vídeo-cassete me fez quase pedir desculpas pelo atentado a era tecnológica de ainda possuir um espécime digno de museu.
Meu primeiro aparelho de vídeo minha mãe comprou quando eu tinha 14 anos, era um daqueles grandões, pesados e vindo diretamente da zona franca de Manaus por uma senhora que vendia no trabalho da dela. Eu fiquei tão realizada como se tivesse ganho na loto, porque pra mim naquela época, ter um vídeiocassete era aliás muito mais importante do que ganhar na loteria. E então que meu programa predileto com a melhor amiga era ir até a locadora da esquina e sair de lá carregada de comédias românticas e filmes de terror, o must da época.
Hoje quando lembrei disso me senti a anciã, e se for pensar que eu tinha vitrola, aparelho de som três em um com double deck pra gravar de fita pra fita, é claro, e fazer minhas coletâneas do rádio, o telefone tinha fio e celular então só fui ter depois da faculdade, cruzes, deprimo.
Mas era tão legal ir na locadora.
Um comentário:
Lembro que os pais de uma colega de escola sempre iam para os EUA e em 1985, eu acho, trouxeram um vídeo cassete e ela fez uma sessão cinema com Superman na casa dela, mas minha mãe não me deixou ir. Acho que em 1987 foi quando meu pai comprou o nosso, num consórcio! :)
Ah e os double decks fundamentais para copiar fitas...
Eu tenho uma coleção de fitas de filme da Disney. A maioria mofou.
Postar um comentário