E aí a gente volta e a rotina já chega atropelando, é só começar o ano letivo que pipocam 259 coisas pra eu resolver, reuniões de escola, festas de aniversários de todo mundo que mudou de idade no mês de férias e esperou pra comemorar com os amigos que estavam viajando. Com a mudança de escola, mudou também totalmente o esquema aqui em casa. A nova escola é um pouco mais longe e a Julia, que ia e voltava sozinha de bicicleta, uma das coisas que ficou no vácuo dos posts não escritos, agora vai de carro comigo. A maioria das crianças vai de bicicleta, mesmo morando à distância em que moramos, mas eu ainda não tenho coragem de deixar ela tão solta assim. A escola primária era bem pertinho daqui e ela só atravessava uma rua, no sinal, na frente da escola. Esta nova exige mais atenção, são uns três quarteirões, mas não em linha reta, com algumas ruas transversais sem sinal. De carro é o tempo de um espirro e estou alternando com a minha vizinha do prédio ao lado que o filho está na mesma turma da Juju.
Agora ela também entra mais cedo, 7:45h tem que estar dentro da escola já, então a combinação escola mais longe + mais cedo + mamãe motorista já está me deixando com olheiras permanentes. Marido pula da cama às 6h, eu enrolo até 6:30h e aí começa a missão de chacoalhar as duas pra estar todo mundo arrumado e de barriga cheia saindo pela porta pra começar o dia. Obviamente que ninguém acorda de bom grado, a Julia reclama sempre de frio pra sair da cama e a gente tem que arrastar ela até o banheiro. Demora a pegar no tranco e leva hoooooooras pra se vestir. Com ela vou dando os comandos verbais "penteia o cabelo", "troca essa meia", "vai tomar café", "escova os dentes", TODO DIA REPITO AS MESMAS FRASES.
A Laura enquanto isso faz que nem é com ela e continua roncando. Quando finalmente acorda, a gente nunca sabe qual vai ser o humor do dia, pode levantar rápido e trocar de roupa sozinha ou com ajuda na velocidade da luz, mas se for um dia de ovo virado ela não arreda o pé nem pra ir ao banheiro, empaca que a roupa está errada, que não quer comer e aí haja evolução espiritual pra não surtar.
As manhãs passam voando, trabalho, compras, pepinos pendentes, tudo tento resolver até a hora de buscá-las na escola, outra coisa que também ainda estou achando o ponto certo. Juju agora almoça na escola, sai depois das 14h, alguns dias fica até às 15:30h fazendo cursos extra-curriculares ( pegou um de repórter/jornalista da escola) ou esporte (vai entrar no hockey, a avó quase infartou). Busco a Laura 13:30h, faço uma horinha e vamos buscar a Julia.
As tardes são corridas e eventualmente caóticas. Tenho que driblar a Laura pra Julia fazer os 560 deveres de casa em paz, mas a pequena persegue a irmã mais velha porque quer companhia pra brincar. Volta e meia tem um dentista, ortopedista, oftalmologista, pediatra ou alguma consulta planejada. Fora o hip-hop de uma, o balé da outra, o piano, a natação... Ah, e claro, as viroses que tornam tudo isso mais emocionante, porque já começaram os narizes escorrendo e as noites com tosses infinitas.
Hoje tenho a primeira reunião de pais do Gymnasium e entre outras coisas vamos saber dos detalhes da viagem que eles farão daqui a duas semanas. Na quinta-série é praxe ter esta viagem logo no começo pra se conhecerem. Juju está super feliz na nova escola. Já se enturmou com as meninas e aos poucos está escolhendo suas novas melhores amigas.
É bem bonitinho ver ela virar menina grande.
Mostrando postagens com marcador Vidinha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vidinha. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Sankt Martin
Eu já falei aqui que final de ano é aquele estresse de coisas pra fazer, aliás, acho que já falei isto aqui várias vezes, se for procurar nos arquivos é capaz de eu todo ano escrever o mesmo post ho-ho-ho. Mas então que tem basar da escola, do Kindergarten, alemão adora um basar valha-me Deus! Aí vão as nossas fofurinhas totalmente empenhadas na arte do corte e colagem e a gente tem que ajudar na confecção de badulaques de Natal, porque vem circular da escola pedindo encarecidamente a ajuda dos pais participativos e eu combinei comigo mesma, eu e minha consciência materna, que se estiver dentro das minhas habilidades ajudarei com prazer. Só que corte e colagem me aventuro apenas em dias chuvosos em casa porque não nasci com a veia artística e ficar em pé vendendo também não é minha praia, no que então participo doando dinheiro para a compra do material e depois comprando também a obra de arte das pimpolhas. Fico pobre em novembro.
Esta semana teve a comemoração do dia de São Martinho 11 de novembro, conhecido como Sankt Martin por estas bandas. Já contei a história dele aqui também, mas como há séculos esqueço de colocar marcadores nos posts, ninguém vai achar no histórico do blog. Então lá vai um resumão: Martin era um soldado que ao ver um mendigo com frio e pedindo ajuda no caminho, rasga seu manto vermelho e dá-lhe a outra metade para aquecer o pobre homem. Neste dia então relembra-se este acontecimento e faz-se uma reflexão sobre a fraternidade humana. É o dia em que as crianças saem em procissão com seus lampiões acesos pelas ruas escuras. Geralmente acende-se uma fogueira e distribui-se brioche ou os Martin-Wecken/Weckmänner, uns pãezinhos doces em formato de boneco.
Terça-feira foi então a Laternefest da escola da Julia, percorremos várias ruas do bairro nos arredores da escola, o caminho parecia que não acabava nunca. Quase não uso mais o carrinho, mas tive que espanar a poeira pra levar a Laura que não ia aguentar andar aquilo tudo. Amanhã tem mais uma, agora do Kindergarten dela, lá vamos nós de novo, pelo menos este caminho será mais curto.
Pediram pra levarmos os pãezinhos e hoje me aventurei numa receita nunca antes testada. Fiquei animada que não levava ovo e a Laura pode comer sem medo de ser feliz. Ficou uma delícia! Aprovadíssimo! Dá pra fazer variações no formato e comer o ano inteiro ho-ho-ho.
![]() |
| No pátio da escola ouvindo a banda tocar |
![]() |
| Laternefest |
Pediram pra levarmos os pãezinhos e hoje me aventurei numa receita nunca antes testada. Fiquei animada que não levava ovo e a Laura pode comer sem medo de ser feliz. Ficou uma delícia! Aprovadíssimo! Dá pra fazer variações no formato e comer o ano inteiro ho-ho-ho.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Post mistureba
Ainda cercada de neve por todos os lados e com muito café na circulação pra aguentar o pique, puxa o banquinho que hoje vai ser um post daqueles com tudo misturado.
Marido viajou. Tá bom, até aí necas de novidade. Mas ele viajou para a terrinha! Tá lá no calorzão carioca enquanto eu congelo aqui e encho a cara de chocolate. Mas ainda não é só isso. Povo, ele não pisava no Brasil desde que saímos de lá, há 10 anos atrás. Sim, podem falar, eu sei, meu marido é diferente, ele nunca sentiu saudades de lá, se adaptou totalmente à vida aqui, nunca gostou de ir à praia, odeia o calor e contanto que a mãe viesse de tempos em tempos, tava tudo certo. Eu costumo dizer que seu espírito é alemão e ele nasceu no Brasil por acaso. Então que seu empregador lhe conferiu a missão de representá-lo numa conferência no Rio de Janeiro pra dar dois seminários e lá se foi o filho pródigo de volta. Já me disse que está horrorizado com os preços e que a escada rolante do aeroporto estava quebrada. Sorria, você está no Brasil!
Enquanto isso na Alemanha...
Comprei as passagens para ir nas férias de julho pra lá hahahaha! Eu e minhas malinhas de mão. A Laura já paga a passagem quase inteira, igual a Julia, é um caminhão de dinheiro, mas apesar de nunca ter ido dois anos seguidos, este ano eu quero ir de novo. Primeiro porque ainda quero fazer meu check up lá e outra porque ano que vem é ano de Copa do Mundo, não sei se as passagens vão subir muito de preço... E a Laura está naquela idade fofa ainda com cara de bebê e fico com pena de minha mãe e sogra não a terem por perto. Ela ainda não interage como a Julia pelo Skipe e não dá pra apertar as coxas grossas dela pela internet, né?
Lembram que há um tempo atrás eu disse que tinha entrado na academia e que o plano era deixar a Laura na creche da academia enquanto eu malhava? Bom, ela nunca ficou na creche, chorava e eu desistir depois do primeiro mês antes de fechar o contrato porque não rolava deixar ela berrando lá.
Inverno veio, as banhas se acumulando. Não adianta fazer regime, regular a comida e não suar a camisa. Resolvi começar a correr nos fins de semana, mas com essa friaca meu plano foi literalmente por neve abaixo. Agora comecei a malhar em casa, com um DVD de Zumba e outro de Kick Boxing Aerobics. Não consigo ainda manter a continuidade, mas já é um começo. E tenho que driblar a Laura e a Julia que cismam de querer fazer ginástica junto comigo na sala e aí eu não sei se malho ou fico rindo delas tentando seguir a coreografia.
Tenho andado meio em crise existencial de escritora de blog. Todo ano é meio que a mesma coisa, minha vida não é assim tão interessante, não faço viagens espetaculares, não presto assistência ao leitor, não dou dicas de nada e às vezes me acho um tanto repetitiva. E tem ainda fato de eu não poder rasgar o verbo e falar de tudo que eu quero, às vezes até mal dos outros hohoho, porque ainda tenho uma reputação a zelar do lado de cá da vida real. E já tem tanto tempo que eu tenho blog... já mudei tanto de vida e de assunto nesses 10 anos...
Momento para reflexão sobre o futuro virtual.
Marido viajou. Tá bom, até aí necas de novidade. Mas ele viajou para a terrinha! Tá lá no calorzão carioca enquanto eu congelo aqui e encho a cara de chocolate. Mas ainda não é só isso. Povo, ele não pisava no Brasil desde que saímos de lá, há 10 anos atrás. Sim, podem falar, eu sei, meu marido é diferente, ele nunca sentiu saudades de lá, se adaptou totalmente à vida aqui, nunca gostou de ir à praia, odeia o calor e contanto que a mãe viesse de tempos em tempos, tava tudo certo. Eu costumo dizer que seu espírito é alemão e ele nasceu no Brasil por acaso. Então que seu empregador lhe conferiu a missão de representá-lo numa conferência no Rio de Janeiro pra dar dois seminários e lá se foi o filho pródigo de volta. Já me disse que está horrorizado com os preços e que a escada rolante do aeroporto estava quebrada. Sorria, você está no Brasil!
Enquanto isso na Alemanha...
Comprei as passagens para ir nas férias de julho pra lá hahahaha! Eu e minhas malinhas de mão. A Laura já paga a passagem quase inteira, igual a Julia, é um caminhão de dinheiro, mas apesar de nunca ter ido dois anos seguidos, este ano eu quero ir de novo. Primeiro porque ainda quero fazer meu check up lá e outra porque ano que vem é ano de Copa do Mundo, não sei se as passagens vão subir muito de preço... E a Laura está naquela idade fofa ainda com cara de bebê e fico com pena de minha mãe e sogra não a terem por perto. Ela ainda não interage como a Julia pelo Skipe e não dá pra apertar as coxas grossas dela pela internet, né?
Lembram que há um tempo atrás eu disse que tinha entrado na academia e que o plano era deixar a Laura na creche da academia enquanto eu malhava? Bom, ela nunca ficou na creche, chorava e eu desistir depois do primeiro mês antes de fechar o contrato porque não rolava deixar ela berrando lá.
Inverno veio, as banhas se acumulando. Não adianta fazer regime, regular a comida e não suar a camisa. Resolvi começar a correr nos fins de semana, mas com essa friaca meu plano foi literalmente por neve abaixo. Agora comecei a malhar em casa, com um DVD de Zumba e outro de Kick Boxing Aerobics. Não consigo ainda manter a continuidade, mas já é um começo. E tenho que driblar a Laura e a Julia que cismam de querer fazer ginástica junto comigo na sala e aí eu não sei se malho ou fico rindo delas tentando seguir a coreografia.
Tenho andado meio em crise existencial de escritora de blog. Todo ano é meio que a mesma coisa, minha vida não é assim tão interessante, não faço viagens espetaculares, não presto assistência ao leitor, não dou dicas de nada e às vezes me acho um tanto repetitiva. E tem ainda fato de eu não poder rasgar o verbo e falar de tudo que eu quero, às vezes até mal dos outros hohoho, porque ainda tenho uma reputação a zelar do lado de cá da vida real. E já tem tanto tempo que eu tenho blog... já mudei tanto de vida e de assunto nesses 10 anos...
Momento para reflexão sobre o futuro virtual.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Post longo de 12 dias depois
Já sentei aqui várias vezes pra escrever no blog, mas tá difícil. Andei num bode danado, a TPM acabou e o bode continuou. Sei lá se é culpa do frio, do tempo cinza, do inferno astral ou se é mesmo cansaço físico e mental, só sei que andei tão azeda que achei melhor ficar quieta.
É tanta coisa pra fazer que eu não consigo sentar a bunda no sofá nem um minuto do dia, juro, não é mentira. Passei três dias sem crédito no celular porque não tive tempo de sentar na frente do computador pra fazer o carregamento online. Tá F@#$. Ando queimando a mufa pra entender como funcionam as leis de imposto de renda para autônomos e meu contador não ajuda em nada, aliás, me dá mais dor de cabeça do que me ajuda. Mas... ruim com ele, pior sem ele. Desde que me registrei como tradutora freelance, como a maioria dos meus clientes são fora da Alemanha, já que trabalho mais com o par inglês-português, tenho que fazer livro-caixa, anotar entrada e saída, passar recibo, tudo que eu mais abomino que é a administração do negócio. Sentar e traduzir, revisar, corrigir é uma delícia, mas não tem como fazer isso sem ter o ônus de ter que administrar. Sem contar que eu tenho que carregar meus anexos quando vou resolver meus pepinos trabalhistas, imaginem a cena, eu adentrando o escritório do contador com Laura no colo se debatendo e Julia tagarelando qualquer coisa em alemão na velocidade da luz que meu cérebro não estava preparado para entender naquele momento. Então, é F@#$%.
Lembram que contei que coloquei a Laura duas vezes na semana na escolinha pré-Kindergarten? Pois é, comemorei cedo demais, eu sabia. Três vezes ela ficou bem e aí a ficha dela caiu e desde então tenho menos três horas do meu dia, porque esse é o tempo que passo sentada lá na tal escolinha numa cadeirinha que é um quinto do meu tamanho.
Aí chovem conselhos de todos os lados. Uns dizem "Você tem que ficar lá até ela ter confiança no ambiente, nas pessoas e aí vai ser fácil sair". Ou ainda "Ah, mas ela é muito pequena, é assim mesmo". Outros dizem "Você vai ter que sair porque senão ela não acostuma nunca. Deixa chorar. ".
Olha gente, já dei minhas chicotadas de auto flagelação porque cismei que a culpa foi minha que saí muito cedo e criei um trauma na menina. E desde então resolvi criar raízes na escola pra ver se revertia o processo, mas a coisa não está evoluindo e pra dizer a verdade acho que está piorando. Quanto mais eu fico lá, mais agarrada ela está comigo, ao ponto de agora chorar também quando fica em casa com o pai e eu saio. Então cheguei a conclusão que não adianta, vou ter que fazer que nem Band-aid, rápido pra ser menos dolorido. Tracei um plano, porque eu só funciono se tiver um plano. A partir de amanhã vou ficar 10 minutos e vou sair e deixar ela lá. Voltarei uns 40 minutos depois e trarei de volta para casa. Assim acho que ela vai se acostumando aos poucos, e se ficar chorando... bom, ninguém que eu saiba morreu até hoje por ficar 40 minutos chorando. É um meio termo, porque ficar lá sentada as três horas está acabando com meu resto de sanidade mental.
Dito isso, como a vida é fácil, não bastasse ter uma filha com alergia a leita e ovo, agora estou desconfiada de que a Julia está com intolerância a lactose. Há tempo ela vem reclamando de dor de barriga uma hora aqui, outra ali. Não dei muita trela, mas a coisa não melhorou. Resolvi prestar mais atenção e pesquei que era sempre depois dela tomar o copo de leite no café da manhã, ou no lanche da noite, quando não jantava. Ou depois do iogurte, do chocolate. Como o diagnóstico é principalemte clínico, feito com a exclusão do leite, resolvi fazer a experiência e pimba, desde que cortei o leite e derivados a garota não teve mais dor de barriga, nem cólicas. Resultado, agora leite, queijo e cia só entra em cvasa se for lactose free.
Marido acabou de sair pra pegar o avião e só volta na sexta, tá fácil pra você?
É tanta coisa pra fazer que eu não consigo sentar a bunda no sofá nem um minuto do dia, juro, não é mentira. Passei três dias sem crédito no celular porque não tive tempo de sentar na frente do computador pra fazer o carregamento online. Tá F@#$. Ando queimando a mufa pra entender como funcionam as leis de imposto de renda para autônomos e meu contador não ajuda em nada, aliás, me dá mais dor de cabeça do que me ajuda. Mas... ruim com ele, pior sem ele. Desde que me registrei como tradutora freelance, como a maioria dos meus clientes são fora da Alemanha, já que trabalho mais com o par inglês-português, tenho que fazer livro-caixa, anotar entrada e saída, passar recibo, tudo que eu mais abomino que é a administração do negócio. Sentar e traduzir, revisar, corrigir é uma delícia, mas não tem como fazer isso sem ter o ônus de ter que administrar. Sem contar que eu tenho que carregar meus anexos quando vou resolver meus pepinos trabalhistas, imaginem a cena, eu adentrando o escritório do contador com Laura no colo se debatendo e Julia tagarelando qualquer coisa em alemão na velocidade da luz que meu cérebro não estava preparado para entender naquele momento. Então, é F@#$%.
Lembram que contei que coloquei a Laura duas vezes na semana na escolinha pré-Kindergarten? Pois é, comemorei cedo demais, eu sabia. Três vezes ela ficou bem e aí a ficha dela caiu e desde então tenho menos três horas do meu dia, porque esse é o tempo que passo sentada lá na tal escolinha numa cadeirinha que é um quinto do meu tamanho.
Aí chovem conselhos de todos os lados. Uns dizem "Você tem que ficar lá até ela ter confiança no ambiente, nas pessoas e aí vai ser fácil sair". Ou ainda "Ah, mas ela é muito pequena, é assim mesmo". Outros dizem "Você vai ter que sair porque senão ela não acostuma nunca. Deixa chorar. ".
Olha gente, já dei minhas chicotadas de auto flagelação porque cismei que a culpa foi minha que saí muito cedo e criei um trauma na menina. E desde então resolvi criar raízes na escola pra ver se revertia o processo, mas a coisa não está evoluindo e pra dizer a verdade acho que está piorando. Quanto mais eu fico lá, mais agarrada ela está comigo, ao ponto de agora chorar também quando fica em casa com o pai e eu saio. Então cheguei a conclusão que não adianta, vou ter que fazer que nem Band-aid, rápido pra ser menos dolorido. Tracei um plano, porque eu só funciono se tiver um plano. A partir de amanhã vou ficar 10 minutos e vou sair e deixar ela lá. Voltarei uns 40 minutos depois e trarei de volta para casa. Assim acho que ela vai se acostumando aos poucos, e se ficar chorando... bom, ninguém que eu saiba morreu até hoje por ficar 40 minutos chorando. É um meio termo, porque ficar lá sentada as três horas está acabando com meu resto de sanidade mental.
Dito isso, como a vida é fácil, não bastasse ter uma filha com alergia a leita e ovo, agora estou desconfiada de que a Julia está com intolerância a lactose. Há tempo ela vem reclamando de dor de barriga uma hora aqui, outra ali. Não dei muita trela, mas a coisa não melhorou. Resolvi prestar mais atenção e pesquei que era sempre depois dela tomar o copo de leite no café da manhã, ou no lanche da noite, quando não jantava. Ou depois do iogurte, do chocolate. Como o diagnóstico é principalemte clínico, feito com a exclusão do leite, resolvi fazer a experiência e pimba, desde que cortei o leite e derivados a garota não teve mais dor de barriga, nem cólicas. Resultado, agora leite, queijo e cia só entra em cvasa se for lactose free.
Marido acabou de sair pra pegar o avião e só volta na sexta, tá fácil pra você?
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Verkehrfuchs
Eu reclamo que tô podre, mas vivo inventando sarna pra me coçar. Então que como sou uma mãe super engajada, e ainda na época de tentar minimizar o drama da partida da avó pra terras brasileiras, eu matriculei a Julia num curso de uma semana dado por um policial numa escola, de regras do trânsito. Na verdade é assim, a polícia tem um projeto de educação nas escolas, o Verkehrfuchs. Todo ano vai um policial treinar as crianças a atravessar a rua direito, pra onde tem que olhar, como agir em diferentes situações. E além disso tem esse cursinho que é dado nas férias, pra quem vai entrar na primeira série. Faz quem quer e é de graça, basta matricular a criança.
Achei que seria divertido pra ela, fazer alguma coisa diferente, já que passamos as férias sem poder viajar pra nenhum lugar que fosse mais longe que o parquinho da esquina. E foi realmente bem legal, ela adorou. E eu fiquei uma semana mais podre e mais velha (Ó vida, Ó azar, suspiro).
Seguem as fotos que fiz de tocaia.
Achei que seria divertido pra ela, fazer alguma coisa diferente, já que passamos as férias sem poder viajar pra nenhum lugar que fosse mais longe que o parquinho da esquina. E foi realmente bem legal, ela adorou. E eu fiquei uma semana mais podre e mais velha (Ó vida, Ó azar, suspiro).
Seguem as fotos que fiz de tocaia.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Como cansa
Sigo meus dias entre perguntas de "Será que é cólica?""Será que o leite está satisfazendo?" "Será que o aparelho está incomodando muito?"Cocô tá verde... será porque?" E viva a amnésia pós-primeiro filho, porque se a gente lembrasse das noites mal dormidas e da odisséia dessas indagações infinitas dos primeiros meses, a raça humana já estaria extinta, tenho certeza absoluta.
Tudo bem que da segunda vez há um certo relaxamento, pelo menos a gente sabe que há uma luz no fim do túnel e um dia eles vão crescer, comer arroz e feijão sozinhos e o maior trabalho ligado às necessidades fisiológicas será correr pro banheiro depois de um "Manheeeê, cabei!" Mas que esse início é exaustivo, isso é.
Eu já sou meio cabeça de vento, com sono então, é quase um crime deixarem duas crianças sob minha responsabilidade. Hoje fui comprar uma toalha de mesa e na hora de pagar entreguei o cartão de outra loja. A vendedora me alertou e na hora em que olhei na carteira, não achei meu cartão de débito no lugar de sempre. Céus, devo ter esquecido na loja de ontem. Pânico, comecei a procurar por todo lado, quando resolvi prestar atenção ao que a vendedora tentava me avisar "O cartão está na sua outra mão". Heim? Não assimilei a informação e continuei procurando até ela repetir de novo e eu perceber que estava segurando ele entre os dedos o tempo todo.
Laura chora, chora e chora tanto, às vezes (quase sempre que está acordada), que chego a ficar zonza. Aí, a Julia resolve que vai cantar pra acalmar a irmã e eu fico ali no meio tentando pensar em como as avestruzes se reproduzem pra não enlouquecer com tanto barulho. Em outras horas, quando sua paciência esgotou, ela solta um "Halt die Klappe! "
(Cala a boca!) pra bebê. Pequenas amostras do amor singelo entre irmãs. Mas dou um desconto, porque se a minha sanidade já está no ponto limítrofe, já agradeço o fato dela não ter tentado afogar a caçula na banheira.
Ontem, ao lhe responder que não poderia ir a uma atividade da escola, tive que ouvir a resposta "Mas porque? Você não faz nada, só fica em casa". Taí, se tem uma coisa que me tira do prumo é isso. Ela tem 5 anos e onde foi que aprendeu que só tem valor o trabalho de quem sai de casa? Porque eu tenho esse ranço, sofri e tenho ainda enorme dificuldade de aceitar e dar-me valor sem estar trabalhando fora. Odeio ouvir gente dizendo "Eu JAMAIS poderia ser uma mãe em tempo integral", como se isso fosse aniquilar toda a sua sapiência, mas trabalhar num lugar de 8h às 17h fazendo cópia de memorando pro chefe fosse lhe manter competente a manter conversas inteligentes. E aí, quando a minha filha vem e me fala isso, eu sofro sim, porque tenho medo que daqui a 10 ou 20 anos, ela me olhe e me ache um nada. Porque comer e ter roupa pra vestir limpinha no armário ninguém nota, são tarefas meio que subentendidas e ninguém se preocupa em como tudo sempre está funcionando, exceto quando a dona da casa falta por algum motivo. E olha, eu não estou falando isso por causa de depressão pós-parto não ( que não tenho, só estou ranzinza mesmo), isso é uma reflexão que volta e meia ronda meus pensamentos. Eu não parei de trabalhar pra ter filhos, mas aconteceu de eu não estar trabalhando fora quando as tive e optei sim por ser eu a ser a responsável pela educação da vida delas e não terceiros, porque pude e porque quis. Continuo mantendo meus interesses e planos pro futuro, mas me incomoda essa obrigação que pesa sobre meus ombros de ter que ser algo mais do que mãe e dona de casa pra poder ser dada ao valor. Parece um retrocesso pro movimento feminista que libertou a mulher do fogão pra ganhar os bancos das universidades, mas sinto que no meio desse caminho, algo se perdeu.
Aqui em casa quem resolve praticamente tudo sou eu, marido trabalha e tem salário, mas os pepinos e burocracias que mantém a família funcionando quem resolve sou eu, desde a geladeira que pifa até saber qual o limite pra entrega do imposto de renda. Sou eu quem marca as consultas, organiza as compras, faz listas, cozinha, lava, arruma a casa, leva criança pras dez atividades extracurriculares, procura apartamento pra mudar e ainda tenta achar tempo pra estudar e ver se consegue voltar a trabalhar um dia na minha área profissional aqui. Sem contar os bicos de tradução e revisão que me tiram do limbo e patrocinam meu ego pra eu não achar que sou SÓ dona de casa.
Como cansa querer e ter que ser tanta coisa. E mesmo que alguém diga que a gente é que se cobra tanto, não é. Eu me cobro porque o mundo cobra isso da gente e porque com 5 anos, de alguma forma, já está ali na cabecinha da minha filha, que a gente é aquilo que produz.
Como cansa.
Tudo bem que da segunda vez há um certo relaxamento, pelo menos a gente sabe que há uma luz no fim do túnel e um dia eles vão crescer, comer arroz e feijão sozinhos e o maior trabalho ligado às necessidades fisiológicas será correr pro banheiro depois de um "Manheeeê, cabei!" Mas que esse início é exaustivo, isso é.
Eu já sou meio cabeça de vento, com sono então, é quase um crime deixarem duas crianças sob minha responsabilidade. Hoje fui comprar uma toalha de mesa e na hora de pagar entreguei o cartão de outra loja. A vendedora me alertou e na hora em que olhei na carteira, não achei meu cartão de débito no lugar de sempre. Céus, devo ter esquecido na loja de ontem. Pânico, comecei a procurar por todo lado, quando resolvi prestar atenção ao que a vendedora tentava me avisar "O cartão está na sua outra mão". Heim? Não assimilei a informação e continuei procurando até ela repetir de novo e eu perceber que estava segurando ele entre os dedos o tempo todo.
Laura chora, chora e chora tanto, às vezes (quase sempre que está acordada), que chego a ficar zonza. Aí, a Julia resolve que vai cantar pra acalmar a irmã e eu fico ali no meio tentando pensar em como as avestruzes se reproduzem pra não enlouquecer com tanto barulho. Em outras horas, quando sua paciência esgotou, ela solta um "Halt die Klappe! "
(Cala a boca!) pra bebê. Pequenas amostras do amor singelo entre irmãs. Mas dou um desconto, porque se a minha sanidade já está no ponto limítrofe, já agradeço o fato dela não ter tentado afogar a caçula na banheira.
Ontem, ao lhe responder que não poderia ir a uma atividade da escola, tive que ouvir a resposta "Mas porque? Você não faz nada, só fica em casa". Taí, se tem uma coisa que me tira do prumo é isso. Ela tem 5 anos e onde foi que aprendeu que só tem valor o trabalho de quem sai de casa? Porque eu tenho esse ranço, sofri e tenho ainda enorme dificuldade de aceitar e dar-me valor sem estar trabalhando fora. Odeio ouvir gente dizendo "Eu JAMAIS poderia ser uma mãe em tempo integral", como se isso fosse aniquilar toda a sua sapiência, mas trabalhar num lugar de 8h às 17h fazendo cópia de memorando pro chefe fosse lhe manter competente a manter conversas inteligentes. E aí, quando a minha filha vem e me fala isso, eu sofro sim, porque tenho medo que daqui a 10 ou 20 anos, ela me olhe e me ache um nada. Porque comer e ter roupa pra vestir limpinha no armário ninguém nota, são tarefas meio que subentendidas e ninguém se preocupa em como tudo sempre está funcionando, exceto quando a dona da casa falta por algum motivo. E olha, eu não estou falando isso por causa de depressão pós-parto não ( que não tenho, só estou ranzinza mesmo), isso é uma reflexão que volta e meia ronda meus pensamentos. Eu não parei de trabalhar pra ter filhos, mas aconteceu de eu não estar trabalhando fora quando as tive e optei sim por ser eu a ser a responsável pela educação da vida delas e não terceiros, porque pude e porque quis. Continuo mantendo meus interesses e planos pro futuro, mas me incomoda essa obrigação que pesa sobre meus ombros de ter que ser algo mais do que mãe e dona de casa pra poder ser dada ao valor. Parece um retrocesso pro movimento feminista que libertou a mulher do fogão pra ganhar os bancos das universidades, mas sinto que no meio desse caminho, algo se perdeu.
Aqui em casa quem resolve praticamente tudo sou eu, marido trabalha e tem salário, mas os pepinos e burocracias que mantém a família funcionando quem resolve sou eu, desde a geladeira que pifa até saber qual o limite pra entrega do imposto de renda. Sou eu quem marca as consultas, organiza as compras, faz listas, cozinha, lava, arruma a casa, leva criança pras dez atividades extracurriculares, procura apartamento pra mudar e ainda tenta achar tempo pra estudar e ver se consegue voltar a trabalhar um dia na minha área profissional aqui. Sem contar os bicos de tradução e revisão que me tiram do limbo e patrocinam meu ego pra eu não achar que sou SÓ dona de casa.
Como cansa querer e ter que ser tanta coisa. E mesmo que alguém diga que a gente é que se cobra tanto, não é. Eu me cobro porque o mundo cobra isso da gente e porque com 5 anos, de alguma forma, já está ali na cabecinha da minha filha, que a gente é aquilo que produz.
Como cansa.
Marcadores:
Confissões de Amélia,
Desconexa,
Padecendo no paraíso,
Vidinha
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Eu quero um hamburger! Um como curar seu mimimi...
Senta que lá vem mimimi...
Então... Na consulta de rotina com o pediatra semana passada ele fez um ultrassom do quadril da Laura e achou que um lado não estava uma Brastemp. Esse exame é feito em todos os bebês que nascem na Alemanha como rotina na U3 pra diagnosticar problemas congênitos do quadril que se tratados logo não acarretam maiores problemas, mas se não tratados podem gerar artroses e outras coisas chatas no futuro. Quando a Julia nasceu também houve uma suspeita de imaturidade de um dos lados, mas só fizemos acompanhamento com o ortopedista durante um tempo e normalizou-se sozinho. Com essa agora teremos que ir pelo caminho pedregoso e ela vai ter que usar um aparelho ortopédico que deixa as pernas abertas igual um sapinho por pelo menos dois meses, pra que o quadril direito chegue ao ângulo ideal. A diferença é pequena, mas hoje o médico me explicou que podemos não fazer nada e ele se normalizar sozinho ou não e depois termos que tratar uma criança que já vai estar engatinhando e vai ser mais chato, ou tratar preventivamente agora e ter certeza que o quadril vai ficar supimpa.
Não é nada dramático ou grave, mas é chato, não vou negar. Me deu uma peninha sem fim quando o técnico ajustou aquela tranqueira nela e tive que trincar os dentes pra não chorar junto enquanto ela esperneava e gritava a plenos pulmões. Estamos em fase de adaptação, porque ela tem que usar o treco 24 horas por dia, dormir com a coisa e só tirar pra trocar a fralda, o que aliás agora requer uma habilidade quase ninja.
Não sei como fazem em outros lugares, que eu saiba no Brasil não há esse controle por ultrassom e as displasias de quadril só são diagnosticadas quando o problema já está avançado. E em outros países? Alguém sabe?
( Continuação, essa primeira parte escrevi anteontem, pra vocês terem uma noção do pequeno caos que está aqui)
Daí que os choros nos últimos dois dias se multiplicaram obviamente devido ao desconforto de usar seu apetrecho de Jaspion, o que deixa os nervos de quem está em volta em pandarecos. Confesso, chorei baixinho embaixo do travesseiro, de dó e de cansaço.
E mudando de assunto, há umas duas semanas tem uma bactéria assassina, parente próxima da Eschericchia Coli, que causa uma infecção intestinal hemorrágica grave e pode levar à morte. A epidemia começou aqui no norte da Alemanha, mais precisamente, adivinhem? Em Hamburgo. Mais de 1200 contaminados, 13 mortes e hospitais em estado de alerta máximo. Depois de alguns dias foi divulgado que a bactéria está da alface, no tomate e no pepino vindos da Espanha, e está sendo recomendado evitar tais alimentos e outros legumes crus. Se ingeridos, somente muito bem lavados.
Tenho pena dos produtores que vão ser afetados por esse alarme, na dúvida, a maioria das pessoas não está comprando mesmo e alimentos não contaminados estão ficando estocados, encalhados e vão estragar. Mas por outro lado, eu também deixei de comprar e frutas só como depois de lavadas e deixadas de molho no cloro. It's complicated. Minha dieta de coelha que era a base de salada foi pro espaço, só como legumes cozidos.
E no meio do estresse de acostumar com aparelho ortopédico, noites mal dormidas (quando dormidas) e cuidados aumentados com a higiene dos alimentos e explicações para a Julia lavar bem as mãos etc etc, eu só penso em quando vou poder dar aquela bocanhada num bom hamburger e uma porção monstra de batata frita, que atualmente só oferece riscos às minhas artérias, mas vai me deixar bem mais relaxada.
Então... Na consulta de rotina com o pediatra semana passada ele fez um ultrassom do quadril da Laura e achou que um lado não estava uma Brastemp. Esse exame é feito em todos os bebês que nascem na Alemanha como rotina na U3 pra diagnosticar problemas congênitos do quadril que se tratados logo não acarretam maiores problemas, mas se não tratados podem gerar artroses e outras coisas chatas no futuro. Quando a Julia nasceu também houve uma suspeita de imaturidade de um dos lados, mas só fizemos acompanhamento com o ortopedista durante um tempo e normalizou-se sozinho. Com essa agora teremos que ir pelo caminho pedregoso e ela vai ter que usar um aparelho ortopédico que deixa as pernas abertas igual um sapinho por pelo menos dois meses, pra que o quadril direito chegue ao ângulo ideal. A diferença é pequena, mas hoje o médico me explicou que podemos não fazer nada e ele se normalizar sozinho ou não e depois termos que tratar uma criança que já vai estar engatinhando e vai ser mais chato, ou tratar preventivamente agora e ter certeza que o quadril vai ficar supimpa.
Não é nada dramático ou grave, mas é chato, não vou negar. Me deu uma peninha sem fim quando o técnico ajustou aquela tranqueira nela e tive que trincar os dentes pra não chorar junto enquanto ela esperneava e gritava a plenos pulmões. Estamos em fase de adaptação, porque ela tem que usar o treco 24 horas por dia, dormir com a coisa e só tirar pra trocar a fralda, o que aliás agora requer uma habilidade quase ninja.
Não sei como fazem em outros lugares, que eu saiba no Brasil não há esse controle por ultrassom e as displasias de quadril só são diagnosticadas quando o problema já está avançado. E em outros países? Alguém sabe?( Continuação, essa primeira parte escrevi anteontem, pra vocês terem uma noção do pequeno caos que está aqui)
Daí que os choros nos últimos dois dias se multiplicaram obviamente devido ao desconforto de usar seu apetrecho de Jaspion, o que deixa os nervos de quem está em volta em pandarecos. Confesso, chorei baixinho embaixo do travesseiro, de dó e de cansaço.
E mudando de assunto, há umas duas semanas tem uma bactéria assassina, parente próxima da Eschericchia Coli, que causa uma infecção intestinal hemorrágica grave e pode levar à morte. A epidemia começou aqui no norte da Alemanha, mais precisamente, adivinhem? Em Hamburgo. Mais de 1200 contaminados, 13 mortes e hospitais em estado de alerta máximo. Depois de alguns dias foi divulgado que a bactéria está da alface, no tomate e no pepino vindos da Espanha, e está sendo recomendado evitar tais alimentos e outros legumes crus. Se ingeridos, somente muito bem lavados.
Tenho pena dos produtores que vão ser afetados por esse alarme, na dúvida, a maioria das pessoas não está comprando mesmo e alimentos não contaminados estão ficando estocados, encalhados e vão estragar. Mas por outro lado, eu também deixei de comprar e frutas só como depois de lavadas e deixadas de molho no cloro. It's complicated. Minha dieta de coelha que era a base de salada foi pro espaço, só como legumes cozidos.
E no meio do estresse de acostumar com aparelho ortopédico, noites mal dormidas (quando dormidas) e cuidados aumentados com a higiene dos alimentos e explicações para a Julia lavar bem as mãos etc etc, eu só penso em quando vou poder dar aquela bocanhada num bom hamburger e uma porção monstra de batata frita, que atualmente só oferece riscos às minhas artérias, mas vai me deixar bem mais relaxada.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
De onde parei...
Parece que as cólicas melhoraram, embora ainda apareçam em alguns momentos. Troquei o leite. Pausa para matar a curiosidade de quem quer saber mas não quer perguntar. Não estou amamentando pelos seguintes motivos, que são só meus e de mais ninguém: inúmeras mastites no passado, 2 abcessos drenados cirurgicamente, duas internações hospitalares, uma delas com um bebê recém nascido, fibroses e cicatrizes internas e externas, outra cirurgia ano passado pra tirar um nódulo ainda em decorrência dessa história toda, um medo horrível de passar por tudo de novo e o aconselhamento unânime dos médicos de que neste caso a melhor opção pra minha saúde física e mental seria não amamentar. Lá no início da gravidez ainda cogitei a ideia, mas só de pensar tinha calafrios e decidi que seria melhor mesmo ser dessa vez uma mãe saudável do que correr o risco de ficar doente novamente. E fiz as pazes com o fato sem dramas. Acho lindo e apoio quem amamenta, mas pra mim não deu.
Obrigada pelas dicas no post abaixo, tentei várias, mas acho que o problema era mesmo o leite, uma fórmula nova da Hipp que promete ser mais próxima ao leite materno com umas super bactérias probióticas, que de tão super estavam irritando demais a barriguinha da Laura. Ela não se adaptou e depois que mudei já está mais calma.
Os dias correm e deixo milhões de coisas por fazer, entre elas a que mais me atormenta que é estudar pra prova de motorista e conseguir fazer a prova e as aulas práticas enquanto minha mãe estiver por aqui. Apesar da minha concentração ter melhorado, falta tempo pra conseguir sentar em paz na frente do computador e decorar velocidades máximas e como estacionar "um veículo atrelado com freio de marcha numa berna da direita em estradas fora de localidades perto de uma passagem de peões à esquerda de uma paragem de comboio". Contei que vou fazer a prova em português de Portugal?
Esta semana marido viajou e tive uma prévia de como mais um par de mãos fará falta. Na segunda feira fui à minha aula e deixei as meninas com minha mãe, quando cheguei às oito e meia da noite, ela ainda não tinha tomado banho e entre caminhadas pelo apartamento com a bebê pra tentar aliviar o incômodo das cólicas e colocar a mais velha na cama, só fui conseguir comer já eram 11 da noite.
Aliás, no assunto comer, fechei a boca pra doces e para os maravilhosos pães e croissants alemães. Preciso urgentemente perder esses quilos extras que me incomodam, senão não vou ter roupas pra usar no verão, já que meu guarda roupa de grávida é composto por roupas de inverno e é só o que me serve no momento. Já cortei uma calça de gestante no joelho. Se bem que com o frio que está fazendo tenho minhas dúvidas se irei realmente precisar de roupas de verão, mas a esperança...
Não dá pra postar fotos porque meu computador resolveu dar pau e não tenho fotos no laptop, espero marido voltar pra sanar o problema. Não sei postar do celular no blogger.
Obrigada pelas dicas no post abaixo, tentei várias, mas acho que o problema era mesmo o leite, uma fórmula nova da Hipp que promete ser mais próxima ao leite materno com umas super bactérias probióticas, que de tão super estavam irritando demais a barriguinha da Laura. Ela não se adaptou e depois que mudei já está mais calma.
Os dias correm e deixo milhões de coisas por fazer, entre elas a que mais me atormenta que é estudar pra prova de motorista e conseguir fazer a prova e as aulas práticas enquanto minha mãe estiver por aqui. Apesar da minha concentração ter melhorado, falta tempo pra conseguir sentar em paz na frente do computador e decorar velocidades máximas e como estacionar "um veículo atrelado com freio de marcha numa berna da direita em estradas fora de localidades perto de uma passagem de peões à esquerda de uma paragem de comboio". Contei que vou fazer a prova em português de Portugal?
Esta semana marido viajou e tive uma prévia de como mais um par de mãos fará falta. Na segunda feira fui à minha aula e deixei as meninas com minha mãe, quando cheguei às oito e meia da noite, ela ainda não tinha tomado banho e entre caminhadas pelo apartamento com a bebê pra tentar aliviar o incômodo das cólicas e colocar a mais velha na cama, só fui conseguir comer já eram 11 da noite.
Aliás, no assunto comer, fechei a boca pra doces e para os maravilhosos pães e croissants alemães. Preciso urgentemente perder esses quilos extras que me incomodam, senão não vou ter roupas pra usar no verão, já que meu guarda roupa de grávida é composto por roupas de inverno e é só o que me serve no momento. Já cortei uma calça de gestante no joelho. Se bem que com o frio que está fazendo tenho minhas dúvidas se irei realmente precisar de roupas de verão, mas a esperança...
Não dá pra postar fotos porque meu computador resolveu dar pau e não tenho fotos no laptop, espero marido voltar pra sanar o problema. Não sei postar do celular no blogger.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Páscoa
Hoje vai ter bacalhau preparado à portuguesa pelo maridão, nossa tradição de Páscoa. O feriado vai até segunda-feira e o tempo promete ficar ensolarado. Semana que vem a pequena está de férias e eu já estou na contagem regressiva, pernas pra cima, deixei a avó assumir. Pra aproveitar os últimos dias de sossego, vamos hoje à noite, maridão e eu, ao cinema assistir "The King's Speech".
Se eu não der as caras por aqui nos próximos dias desejo a todos uma Feliz Páscoa!
Mas aviso quando a baby nascer :)
Se eu não der as caras por aqui nos próximos dias desejo a todos uma Feliz Páscoa!
Mas aviso quando a baby nascer :)
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Pra frente...
...e avante.
Pula a parte das reclamações default: não durmo, tudo que como entala, pés inchados, cara de bola e 20 quilos a mais cof cof, pronto falei.
O tempo está BÓTEMO, acho que hoje nem vou precisar sofrer pra puxar a calça comprida pra cima, vou sair de vestido, atenção, sem meia, porque vestí-las não me pertence mais e pedir pro marido fazer isso é descer ao fundo do poço do romantismo.
Matarei a aula hoje à noite, provavelmente a que seria a última de barrigão, já que semana que vem são férias de Páscoa. Não dá pra ficar 3 horas sentada naquela cadeira mais nem a pau.
Vou é comer coxinha de galinha na festa de aniversário da filha da vizinha brasileira, aqui no jardim de trás do prédio hoje à tarde, porque pra quem já contabilizou 20, o que são mais um ou dois quilos, certo?
E se Deus quiser e a TAP deixar, minha mãe aterrisa amanhã em terras germânicas, amém.
Pula a parte das reclamações default: não durmo, tudo que como entala, pés inchados, cara de bola e 20 quilos a mais cof cof, pronto falei.
O tempo está BÓTEMO, acho que hoje nem vou precisar sofrer pra puxar a calça comprida pra cima, vou sair de vestido, atenção, sem meia, porque vestí-las não me pertence mais e pedir pro marido fazer isso é descer ao fundo do poço do romantismo.
Matarei a aula hoje à noite, provavelmente a que seria a última de barrigão, já que semana que vem são férias de Páscoa. Não dá pra ficar 3 horas sentada naquela cadeira mais nem a pau.
Vou é comer coxinha de galinha na festa de aniversário da filha da vizinha brasileira, aqui no jardim de trás do prédio hoje à tarde, porque pra quem já contabilizou 20, o que são mais um ou dois quilos, certo?
E se Deus quiser e a TAP deixar, minha mãe aterrisa amanhã em terras germânicas, amém.
domingo, 10 de abril de 2011
Domingo
Adoraria sair pra fazer uma farofada de churrasco alemão hoje, tempo bom, sol gostoso, ir pra um parque e sair de lá defumada, mas meu estado atual só permite que eu me refastele na varanda, pés pra cima na outra cadeira, picolé numa mão (talvez um bolo de cenoura com cobertura de chocolate) e livro na outra (talvez laptop se a consciência pesar e eu resolver estudar pra prova de motorista, mas sacumé, sol e leitura naquela telinha não funcionam pra melhorar minha miopia). Marido prometeu levar a pequena à tarde no DOM, aquele parque de diversões que montam na cidade a cada 3/4 meses. Eu vou passar o programa dessa vez porque além de não ter pique pra ficar andando durante 3 horas, ainda tenho que ficar parada esperando eles andarem 10 vezes de carrinho bate-bate. Ele vai curtir seu dia de pai divorciado que só pega os filhos no domingo :)
O aparelho de vídeo-cassete subiu no telhado, RIP. Sim, eu ainda era proprietária dessa peça de museu. E com ele falecido, enchi duas sacolas de fitas de vídeo de desenhos animados em inglês que eu comprava por 2 Libras nas Charity Shops de Edimburgo, mais alguns em português. Marido vai levar pra deixar lá no trabalho onde o pessoal tem uma área de troca de livros e afins.
Estou órfã de séries e livros bons. Tudo bem que daqui a pouco não vai sobrar tempo pra nenhum dos dois, mas aceito dicas.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Sucesso
Nessa de viajar pra Suíça rotineiramente, marido me conta assim coisas do tipo que jantou raclete num restaurante pobrinho com vista pro Mont Blanc como eu conto que fui no Mc Donalds aqui da esquina. Mas como sua alma é pobre, ele faz questão de dizer que o restaurante até que não era caro :)
E nessa de ser um dos dois únicos brasileiros do seu local de trabalho aqui em Hamburgo, ontem ele foi chamado pra ciceronear e servir de intérprete pro Ministro da Ciência e Tecnologia da terrinha, Aluisio Mercadante, em visita à experiência e ao buraco novo de nome pomposo Free Eletron Laser que estão construindo aqui e será feito com a colaboração de vários países, inclusive o Brasil, se as negociações continuarem frutíferas. Aí lá foi maridão na beca, nem no casamento o homem estava tão chique de bem vestido. E me conta na volta que o almoço foi num restaurante chiquérrimo em Blankenese, o bairro do high society, daqueles onde o bife vem escondido embaixo da ervilha.
Pra não ficar deprimida, eu almocei no xópis com a Julia e comi uma barra de chocolate.
Tem gente que sofre quando vem pro estrangeiro na mala do marido e deixa a carreira construída pra trás. Conheço brasileiras que se ressentem do sucesso e da progressão das carreiras dos maridos em detrimento da sua própria e das dificuldades que nós, como malas, enfrentamos pra achar nosso lugar também ao sol. Eu tive minha crise lá nos primeiros anos de sentir o baque da falta de independência financeira e principalmente de deixar de trabalhar com o que gosto, mas nunca, em momento algum, me ressenti ou tive inveja do sucesso do maridão. Acho isso até meio patológico, porque se você não torce pelo seu companheiro, tem alguma coisa errada. Eu curto cada conquista dele e sinto o maior orgulho dele estar onde chegou numa carreira que é pra poucos, vindo de um país que não dá praticamente nenhum incentivo à pesquisa. Se não me engano, na sua turma da universidade formaram-se apenas 4 ou 5.
E só fica parado quem quer. Ficar se lastimando porque não consegue reconhecer diploma, porque não pode trabalhar com a profissão de antes não adianta. Tem que arregaçar as mangas e procurar as brechas. Eu já achei algumas, bem esprimidinhas, o negócio é não desistir, estagnar e virar aquela pessoa amarga e infeliz. Tem um monte de oportunidades lá fora, mas é preciso ter coragem pra sair da zona de conforto e dar a cara a tapa.
E a minha depois desse tempo todo, já está pra lá de estapeada :)
E nessa de ser um dos dois únicos brasileiros do seu local de trabalho aqui em Hamburgo, ontem ele foi chamado pra ciceronear e servir de intérprete pro Ministro da Ciência e Tecnologia da terrinha, Aluisio Mercadante, em visita à experiência e ao buraco novo de nome pomposo Free Eletron Laser que estão construindo aqui e será feito com a colaboração de vários países, inclusive o Brasil, se as negociações continuarem frutíferas. Aí lá foi maridão na beca, nem no casamento o homem estava tão chique de bem vestido. E me conta na volta que o almoço foi num restaurante chiquérrimo em Blankenese, o bairro do high society, daqueles onde o bife vem escondido embaixo da ervilha.
Pra não ficar deprimida, eu almocei no xópis com a Julia e comi uma barra de chocolate.
Tem gente que sofre quando vem pro estrangeiro na mala do marido e deixa a carreira construída pra trás. Conheço brasileiras que se ressentem do sucesso e da progressão das carreiras dos maridos em detrimento da sua própria e das dificuldades que nós, como malas, enfrentamos pra achar nosso lugar também ao sol. Eu tive minha crise lá nos primeiros anos de sentir o baque da falta de independência financeira e principalmente de deixar de trabalhar com o que gosto, mas nunca, em momento algum, me ressenti ou tive inveja do sucesso do maridão. Acho isso até meio patológico, porque se você não torce pelo seu companheiro, tem alguma coisa errada. Eu curto cada conquista dele e sinto o maior orgulho dele estar onde chegou numa carreira que é pra poucos, vindo de um país que não dá praticamente nenhum incentivo à pesquisa. Se não me engano, na sua turma da universidade formaram-se apenas 4 ou 5.
E só fica parado quem quer. Ficar se lastimando porque não consegue reconhecer diploma, porque não pode trabalhar com a profissão de antes não adianta. Tem que arregaçar as mangas e procurar as brechas. Eu já achei algumas, bem esprimidinhas, o negócio é não desistir, estagnar e virar aquela pessoa amarga e infeliz. Tem um monte de oportunidades lá fora, mas é preciso ter coragem pra sair da zona de conforto e dar a cara a tapa.
E a minha depois desse tempo todo, já está pra lá de estapeada :)
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Eu gosto de ficar sozinha, gosto de silêncio, de fazer as coisas no meu tempo. Deve ser coisa de filha única. Não sou de fazer programações mirabolantes pros fins de semana nem planejamento de viagens com antecedência. Não sinto necessidade de ter mil e uma ideias de passeios, teatro, cinema, encontro com fulano, pensar nas férias de verão, outono, inverno. Gosto de fazer as coisas quando tenho vontade e resolvo geralmente tudo de sopetão.
Ando numa fase de preparar o ninho, não posso ver roupa suja acumulada que já coloco pra lavar, troco as toalhas só pra sentir o cheirinho de amaciante e passo um tempão jogando papel fora daqui, arrumando as roupas no armário, tudo enquanto a casa está silenciosa, marido no trabalho e filha na escola. Raramente coloco música pra ouvir, gosto desse silêncio. E como sei que isso está pra acabar por um bom tempo, vou curtindo as últimas semanas de tranquilidade.
Aí lá na escola, tem a mãe de uma amiguinha da Julia que mora a dois passos daqui de casa, que resolveu ser minha melhor amiga dos últimos tempos. Só que ela é hiperativa e já me confidenciou que toma uns remédios aí pra controlar a cachola (eu atraio). Ela me cansa. Todo santo dia ela faz questão de me dizer qual a programação dela praquela tarde, pro dia seguinte e eventualmente pro fim de semana também. No que eu tenho sempre que dizer a minha, que atualmente consiste em fazer compras, terminar uns trabalhinhos de revisão, estudar pra prova de motorista, cumprir os compromissos da pequena e só, ou seja, rotininha mais básica impossível. Não estou atrás de nada que me canse, porque a barriga já está pesadíssima e desta vez estou muito mais sem pique do que da primeira vez. Mas ela não se conforma e fica querendo me arrastar no fim de semana pra teatro de marionetes junto com a filha, que pelo visto segue os passos da mãe no quesito hiperatividade. Ontem ela me perguntou se a gente podia combinar das meninas se encontrarem pra brincar na semana depois da Páscoa! Jesus amado, eu não sei nem o que vou comer hoje à noite, e ela já quer escrever na agenda um play date entre duas crianças de 5 anos como se fosse consulta de dentista. Aí sabe quando a gente abre a boca pra falar e a criatura não sabe escutar e começa a falar mais? Gente, ando com minha paciência no dedão do pé pra isso. Aliás, ultimamente ando tolerância zero pra gente que só quer saber de falar e não pára pra escutar o que a gente diz. Minha outra amiga alemã também é assim.
Falei que depois da Páscoa provavelmente não daria pelo motivo óbvio de que estarei parindo ou recém parida com um recém-nascido em casa e que por um tempo não vai dar pra ter criança de fora tocando o rebu aqui. Ah, pra que! Ela já ficou ansiosa querendo saber como ela ia ser avisada do nascimento, e como, quando, onde, porque...
Isso que dá ser integrada demais.
Ando numa fase de preparar o ninho, não posso ver roupa suja acumulada que já coloco pra lavar, troco as toalhas só pra sentir o cheirinho de amaciante e passo um tempão jogando papel fora daqui, arrumando as roupas no armário, tudo enquanto a casa está silenciosa, marido no trabalho e filha na escola. Raramente coloco música pra ouvir, gosto desse silêncio. E como sei que isso está pra acabar por um bom tempo, vou curtindo as últimas semanas de tranquilidade.
Aí lá na escola, tem a mãe de uma amiguinha da Julia que mora a dois passos daqui de casa, que resolveu ser minha melhor amiga dos últimos tempos. Só que ela é hiperativa e já me confidenciou que toma uns remédios aí pra controlar a cachola (eu atraio). Ela me cansa. Todo santo dia ela faz questão de me dizer qual a programação dela praquela tarde, pro dia seguinte e eventualmente pro fim de semana também. No que eu tenho sempre que dizer a minha, que atualmente consiste em fazer compras, terminar uns trabalhinhos de revisão, estudar pra prova de motorista, cumprir os compromissos da pequena e só, ou seja, rotininha mais básica impossível. Não estou atrás de nada que me canse, porque a barriga já está pesadíssima e desta vez estou muito mais sem pique do que da primeira vez. Mas ela não se conforma e fica querendo me arrastar no fim de semana pra teatro de marionetes junto com a filha, que pelo visto segue os passos da mãe no quesito hiperatividade. Ontem ela me perguntou se a gente podia combinar das meninas se encontrarem pra brincar na semana depois da Páscoa! Jesus amado, eu não sei nem o que vou comer hoje à noite, e ela já quer escrever na agenda um play date entre duas crianças de 5 anos como se fosse consulta de dentista. Aí sabe quando a gente abre a boca pra falar e a criatura não sabe escutar e começa a falar mais? Gente, ando com minha paciência no dedão do pé pra isso. Aliás, ultimamente ando tolerância zero pra gente que só quer saber de falar e não pára pra escutar o que a gente diz. Minha outra amiga alemã também é assim.
Falei que depois da Páscoa provavelmente não daria pelo motivo óbvio de que estarei parindo ou recém parida com um recém-nascido em casa e que por um tempo não vai dar pra ter criança de fora tocando o rebu aqui. Ah, pra que! Ela já ficou ansiosa querendo saber como ela ia ser avisada do nascimento, e como, quando, onde, porque...
Isso que dá ser integrada demais.
domingo, 3 de abril de 2011
Hamburgo 24 graus
Ontem tivemos uma prévia do verão, 24 graus, uma delícia de quentinho, sol forte e pernas e braços de fora. Eu não sei se todo mundo é assim, ou se todo carioca é assim, mas eu quando vejo sol e tá quente, preciso colocar as pernas de fora, é inaceitável vestir calça comprida (exceto quando eu trabalhava fora, porque atender paciente de shortinho seria meio esquisito). Então que ontem me deu aquele comichão pra finalmente depois de 6 meses esquentar as canelas. Coloquei minha saia de grávida, camiseta e lá fui eu pra rua. Voltei com as coxas ardendo de roçar uma na outra, o lado B de só usar sai com meia por aqui sempre. Aí dei uma limpada meia-boca na varanda pra me esparramar lá e não achei um short ou bermuda que me coubesse. Claro que nada fecha nesse quadril XXL atual. Fui de calça de malha mesmo arregaçada até o joelho e fiquei lá. Desencavei os brinquedos de água do porão, enchi a mesinha de atividades da pequena com água e só dava nós tirando o mofo. Um monte de gente passando pra lá e pra cá de bicicleta, picolé e livrinho na mão, passamos a tarde nessa vida horrível. Marido comprou flores pros vasos da varanda e eu uma casinha de beija-flor.
Mas como essa alegria em abril dura pouco, hoje a previsão era de chuva e não deu outra, tá nublado e chovendo. A pequena tem uma Indianerparty de aniversário de uma coleguinha da escola, então não preciso me preocupar com a programação infantil deste domingo. Vou acabar de arrumar umas coisas e ver se começo a empacotar os pulovers mais grossos de inverno e boto pra fora as roupas mais frescas, na esperança de conseguir entrar nelas daqui a um mês.
Mas como essa alegria em abril dura pouco, hoje a previsão era de chuva e não deu outra, tá nublado e chovendo. A pequena tem uma Indianerparty de aniversário de uma coleguinha da escola, então não preciso me preocupar com a programação infantil deste domingo. Vou acabar de arrumar umas coisas e ver se começo a empacotar os pulovers mais grossos de inverno e boto pra fora as roupas mais frescas, na esperança de conseguir entrar nelas daqui a um mês.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Lenha, lenha, lenha
Ontem começou o horário de verão aqui e se meu sono já estava o samba do crioulo doido agora então... Acabei de acordar de um cochilo enquanto a Ju está na escola. Quem me conhece sabe que eu ODEIO dar cochilos durante o dia, não gosto, fico com a sensação de que perdi tempo e pior, quando acordo demooooro até virar gente de novo, é uma lombra três vezes maior. Mas atualmente não estou podendo me dar ao luxo de manter as pestanas abertas, elas simplesmente adquiriram vida própria e caem quando querem, infelizmente quase nunca no horário padrão noturno. Ontem a baixinha também sentiu os efeitos da mudança de horário e demorou a conseguir dormir. Lá pela uma da manhã acordou chorando e veio pra minha cama. Marido saiu às 5 da matina pra pegar o avião pra Suíça, só volta na sexta, então perceberam como minha madrugada foi trunquila.
Essa é a última viagem de maridão antes da baby nascer, e ela já foi intimada que essa semana tem que ficar quietinha aqui dentro, nada de querer me dar surpresas.
Com isso, estudar pra prova de motorista, manter a frequência no curso e estudos também e mais um monte de coisas estão se arrastando e acho que vou ter que esticar meus prazos. Queria pelo menos fazer a prova escrita de motorista antes da baby nascer pra poder fazer umas aulas práticas enquanto minha mãe estiver aqui, mas não sei se vou conseguir. Como eu já tenho carteira, não sou obrigada a fazer aulas, só o que eu achar necessário. Preciso pegar só algumas manhas daqui.
Hoje vou matar a aula da noite, não tô a fim de correr pra lá e pra cá e deixar a Ju com ninguém. Ela tá podrinha de ontem não ter dormido direito, hoje foi uma lenha pra sair da cama.
Fui.
Essa é a última viagem de maridão antes da baby nascer, e ela já foi intimada que essa semana tem que ficar quietinha aqui dentro, nada de querer me dar surpresas.
Com isso, estudar pra prova de motorista, manter a frequência no curso e estudos também e mais um monte de coisas estão se arrastando e acho que vou ter que esticar meus prazos. Queria pelo menos fazer a prova escrita de motorista antes da baby nascer pra poder fazer umas aulas práticas enquanto minha mãe estiver aqui, mas não sei se vou conseguir. Como eu já tenho carteira, não sou obrigada a fazer aulas, só o que eu achar necessário. Preciso pegar só algumas manhas daqui.
Hoje vou matar a aula da noite, não tô a fim de correr pra lá e pra cá e deixar a Ju com ninguém. Ela tá podrinha de ontem não ter dormido direito, hoje foi uma lenha pra sair da cama.
Fui.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Pequenas felicidades diárias
A faxineira veio hoje e nesse momento minha cozinha cheira a Ajax de limão do chão ao teto, adoro. Ela limpou em lugares por mim nunca antes visitados e tirou todas as marcas de dedos dos armários, outra coisa que EU nunca consegui, tiro num dia, aparece no outro. Até as portas ela limpou, e eu que nem sabia que portas deveriam ser limpadas... Assim, eu limpo o basics e porta não entra nesse quesito. Quando vi a mulher de pé em cima da bancada da cozinha limpando o teto dos armários soltei um suspiro de felicidade. Ah, e o banheiro? Azulejos brilhando e frestinhas da banheira reluzindo.
Dá uma pena de sujar de novo...
Hoje vai rolar pizza entregue em casa, pelo menos hoje essa cozinha vai ficar intocável.
Dá uma pena de sujar de novo...
Hoje vai rolar pizza entregue em casa, pelo menos hoje essa cozinha vai ficar intocável.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Meia boca
Olha, vou falar, eu tenho andado assim... meio pra lá de madura, quase podre, aquele do cavalo de bandido que morreu no trailer. A gente esquece, ou se for a primeira vez ninguém te conta, mas quase toda grávida sofre de insônia, pelo menos no final. Achar posição é difícil, o marido ronca, uma agulha que cai na casa do vizinho, vontade de fazer xixi, a filha que fica doente e te espreme na cama, a constelação estelar que mudou, tudo e nada é motivo pros zoião ficarem abertos. Mas no dia seguinte você tem que estar top fit pra continuar linda e maravilhosa cumprindo suas obrigações e ainda saber conversar sobre o Big Bang com teu marido (sim, minha vida é difícil, ele não gosta de BBB, seria tão mais fácil). Brincadeira, marido não é nenhum nerd como os daquele seriado americano, mas há que se manter um nível das conversas porque só ouvir a mulher reclamando das noites mal dormidas não dá.
Aí eu acordo (quando consegui dormir, claro), tomo um banho, troco de roupa, que atualmente se resume a meia dúzia de peças combinadas entre si porque nada fica bom nessa forma de bujão atual, passo uma maquiagem e quase me sinto humana de novo. Vou buscar a filha na escola me sentindo toda toda refrescada ( poder mental é tudo) e a professora me olha e diz na lata "Tá com uma cara de cansada...". PQP.
A faxineira me deu um bolo semana passada, nem ligou e ainda não consegui falar com ela de novo. Morro de raiva de gente que não cumpre os compromissos e pior, não avisa.
Juju anda numa fase Daniel Azulay onde nada se perde e tudo vira papel picado e obras de arte mirabolantes. Ela pega sorrateiramente embalagens de papelão e rolos de papel toalha do cesto de reciclagem e leva pro quarto pra virarem telescópios e outras variações. Sacos plásticos, embalagens de iogurte, nada se salva das suas mãozinhas nervosas e da sua criatividade incessante. É um constante solicitar de materiais, ontem chegou da escola e antes de tirar os sapatos já estava me pedindo um balão de encher, arroz e mais não sei o que pra um projeto que ela tinha. Eu acho lindo, mas essa solicitação constante também cansa.
O bom é que o inverno acabou, ACABOU, eu disse, ACABOU! E ontem as temperaturas já subiram pra uns 10 graus, senti até calor, podem me apedrejar, surtei geral, enagavetei todos os cachecois, luvas e gorros e saí só com meu casaco de meia-estação (aberto, porque não fecha mais) e amei.
Pra ficar perfeito só o dia que eu puder colocar minhas sandálias de novo.
Aí eu acordo (quando consegui dormir, claro), tomo um banho, troco de roupa, que atualmente se resume a meia dúzia de peças combinadas entre si porque nada fica bom nessa forma de bujão atual, passo uma maquiagem e quase me sinto humana de novo. Vou buscar a filha na escola me sentindo toda toda refrescada ( poder mental é tudo) e a professora me olha e diz na lata "Tá com uma cara de cansada...". PQP.
A faxineira me deu um bolo semana passada, nem ligou e ainda não consegui falar com ela de novo. Morro de raiva de gente que não cumpre os compromissos e pior, não avisa.
Juju anda numa fase Daniel Azulay onde nada se perde e tudo vira papel picado e obras de arte mirabolantes. Ela pega sorrateiramente embalagens de papelão e rolos de papel toalha do cesto de reciclagem e leva pro quarto pra virarem telescópios e outras variações. Sacos plásticos, embalagens de iogurte, nada se salva das suas mãozinhas nervosas e da sua criatividade incessante. É um constante solicitar de materiais, ontem chegou da escola e antes de tirar os sapatos já estava me pedindo um balão de encher, arroz e mais não sei o que pra um projeto que ela tinha. Eu acho lindo, mas essa solicitação constante também cansa.
O bom é que o inverno acabou, ACABOU, eu disse, ACABOU! E ontem as temperaturas já subiram pra uns 10 graus, senti até calor, podem me apedrejar, surtei geral, enagavetei todos os cachecois, luvas e gorros e saí só com meu casaco de meia-estação (aberto, porque não fecha mais) e amei.
Pra ficar perfeito só o dia que eu puder colocar minhas sandálias de novo.
Marcadores:
Barriga,
Desconexa,
Padecendo no paraíso,
Vidinha
terça-feira, 8 de março de 2011
Primeira semana de férias da baixinha, aqui tem umas férias de meio-termo que se dividem em duas semanas entre Natal e Ano Novo, depois essa agora e mais uma na época de Páscoa. Adoro, muito melhor do que um mês seguido direto. Dá pra recarregar as baterias quando começa a ratear. No verão tem as férias mais longas, de 6 semanas.
E a semana começou pra mim, indo lá fazer o tal exame que, infelizmente, parece que virou rotina na minha vida, mas como disse, estou disposta a não dramatizar mais. Tudo dentro dos conformes, quer dizer, tá ruim, mas tá bom. Tipo, a médica sutilmente falou que meu peito esquerdo é um samba do crioulo doido por dentro, mas nada fora do meu normal. Óbvio que saí de lá aliviada.
Então, maridão tirou essa semana também de férias e programamos dar um pulo em Bremen, que é logo ali na esquina de trem, menos de uma hora, só pra fazer uma graça e dormir em cama de hotel sem ter que se preocupar em arrumar depois. Antes tínhamos pensado em ir pra Amsterdam, mas eu não gosto de viajar grávida, ainda mais agora de barrigão, fico mais tranquila se estiver no meu território. Tempo pra viajar tem de sobra depois pro resto da vida.
O sol deu as caras desde o fim de semana e tem feito dias lindos, de céu azul e temperaturas amenas, deu até pra andar de casacão aberto, até porque qualquer oportunidade agora estou aproveitando, antes que o zíper estoure de vez. Tomara que permaneça assim pra curtirmos Bremen.
Morri de saudades do carnaval do Rio este ano. Mas não de pular mesmo, porque isso eu nunca gostei. mas de passear na orla com a Julia vestida de havaiana nas bandinhas de Copacabana e ficar até de madrugada vendo os desfiles pela televisão. Essa saudade sentimental é que acaba comigo.
E todo mundo fazendo o maior escarcéu por causa do xixi na rua do pessoal que vai nos blocos de rua. E tem banheiro público pra galera? Tá bom que acho um nojo também, mas o elevador da estação de S-Bahn aqui do meu bairro chique na Deutschland tem um cheiro podre de xixi e um mictório público a menos de 100 metros. Vai sair nos jornais internacionais essa notícia por acaso? Dá um pulo no Reeperbahn de madrugada pra ver se não tem marmanjo mijando na calçada. Odeio essa hipocrisia. É carnaval, minha gente!
E a semana começou pra mim, indo lá fazer o tal exame que, infelizmente, parece que virou rotina na minha vida, mas como disse, estou disposta a não dramatizar mais. Tudo dentro dos conformes, quer dizer, tá ruim, mas tá bom. Tipo, a médica sutilmente falou que meu peito esquerdo é um samba do crioulo doido por dentro, mas nada fora do meu normal. Óbvio que saí de lá aliviada.
Então, maridão tirou essa semana também de férias e programamos dar um pulo em Bremen, que é logo ali na esquina de trem, menos de uma hora, só pra fazer uma graça e dormir em cama de hotel sem ter que se preocupar em arrumar depois. Antes tínhamos pensado em ir pra Amsterdam, mas eu não gosto de viajar grávida, ainda mais agora de barrigão, fico mais tranquila se estiver no meu território. Tempo pra viajar tem de sobra depois pro resto da vida.
O sol deu as caras desde o fim de semana e tem feito dias lindos, de céu azul e temperaturas amenas, deu até pra andar de casacão aberto, até porque qualquer oportunidade agora estou aproveitando, antes que o zíper estoure de vez. Tomara que permaneça assim pra curtirmos Bremen.
Morri de saudades do carnaval do Rio este ano. Mas não de pular mesmo, porque isso eu nunca gostei. mas de passear na orla com a Julia vestida de havaiana nas bandinhas de Copacabana e ficar até de madrugada vendo os desfiles pela televisão. Essa saudade sentimental é que acaba comigo.
E todo mundo fazendo o maior escarcéu por causa do xixi na rua do pessoal que vai nos blocos de rua. E tem banheiro público pra galera? Tá bom que acho um nojo também, mas o elevador da estação de S-Bahn aqui do meu bairro chique na Deutschland tem um cheiro podre de xixi e um mictório público a menos de 100 metros. Vai sair nos jornais internacionais essa notícia por acaso? Dá um pulo no Reeperbahn de madrugada pra ver se não tem marmanjo mijando na calçada. Odeio essa hipocrisia. É carnaval, minha gente!
sexta-feira, 4 de março de 2011
Resumo da semana
A semana passou e eu mal vi. Uma atropelação de tanta coisa acontecendo que voou. Eu e maridão comemoramos aniversário praticamente juntos, anteontem fui eu e hoje é ele. E pra Julia tem que ter bolo e parabéns nos DOIS dias senão não tem graça.
Ontem chegamos em casa podres de uma festinha de aniversário de um amiguinho, num desses parques fechados cheios de pula-pula e poeira e tivemos a agradável surpresa de que não tinha água quente no banheiro. Todo mundo tomou banho de baldinho esquentando a água na chaleira. Hoje de manhã liguei antes das 8 pra imobiliária, porque só a perspectiva de passar o fim de semana sem água quente me dava calafrios de terror. Já consertaram, era só um fusível queimado que passa energia pro boiler.
E hoje foi dia também de consulta com a obstetra. Bebezinha linda e fortinha, mas detesta tirar foto, sai sempre com alguma coisa no meio da carinha que não dá pra ver direito. A médica confirmou com 100% de certeza que é menina e eu acho que agora vou começar a lavar as roupinhas, porque até então estava guardando tudo com etiqueta caso Mariazinha virasse Joãozinho. Engordei só 3 quilos este mês, mas não revelo o total nem sob tortura. Falei pra doctor que estou novamente caolha de peito, o esquerdo com seu histórico bichado, parece que está se preparando pra amamentar dois. Como de praxe, doutora já levantou as sobrancelhas, apalpou daqui e dali e mandou-me fazer uma ultrassonografia semana que vem. Tô escrevendo isso aqui porque eu decidi pra mim mesma que não vou mais pirar na batatinha cada vez que esse peito der revertério. Minha médica no Brasil já tinha me avisado, "você já sabe como são teus peitos", como quem diz "Você já sabe que é bichada". Não dá pra esperar um comportamento normal de algo que já passou por dois abcessos, um mega nódulo (benigno), uma família de cistos e três bisturis. Então o negócio é ir levando, porque ficar achando toda hora que algo sai do comum, que pode ser isso e aquilo e que vou morrer, tô fora! Esse excesso de estrogênio circulando tá querendo é fazer hora com a minha cara.
Amanhã vou fazer festinha só para meninas aqui em casa. Chamei minhas amigas e mandei todo mundo despachar os filhos pros pais, porque senão vira festa infantil e não dá nem pra conversar. Hahaha, dei uma de alemão meeeesmo. Marido vai ao museu com a Julia e eu passei a tarde fazendo empadão de frango, quibe de forno, quiche de queijo, torta fria de atum, salada de macarão, brigadeiro e beijinho. Algumas amigas vão trazer pão de queijo, salada turca e uma torta de quark-sahne típica daqui e eu ainda tenho que preparar uma salada de folhas. Deu fome? Quem não tem carnaval se consola com a barriga!
Ontem chegamos em casa podres de uma festinha de aniversário de um amiguinho, num desses parques fechados cheios de pula-pula e poeira e tivemos a agradável surpresa de que não tinha água quente no banheiro. Todo mundo tomou banho de baldinho esquentando a água na chaleira. Hoje de manhã liguei antes das 8 pra imobiliária, porque só a perspectiva de passar o fim de semana sem água quente me dava calafrios de terror. Já consertaram, era só um fusível queimado que passa energia pro boiler.
E hoje foi dia também de consulta com a obstetra. Bebezinha linda e fortinha, mas detesta tirar foto, sai sempre com alguma coisa no meio da carinha que não dá pra ver direito. A médica confirmou com 100% de certeza que é menina e eu acho que agora vou começar a lavar as roupinhas, porque até então estava guardando tudo com etiqueta caso Mariazinha virasse Joãozinho. Engordei só 3 quilos este mês, mas não revelo o total nem sob tortura. Falei pra doctor que estou novamente caolha de peito, o esquerdo com seu histórico bichado, parece que está se preparando pra amamentar dois. Como de praxe, doutora já levantou as sobrancelhas, apalpou daqui e dali e mandou-me fazer uma ultrassonografia semana que vem. Tô escrevendo isso aqui porque eu decidi pra mim mesma que não vou mais pirar na batatinha cada vez que esse peito der revertério. Minha médica no Brasil já tinha me avisado, "você já sabe como são teus peitos", como quem diz "Você já sabe que é bichada". Não dá pra esperar um comportamento normal de algo que já passou por dois abcessos, um mega nódulo (benigno), uma família de cistos e três bisturis. Então o negócio é ir levando, porque ficar achando toda hora que algo sai do comum, que pode ser isso e aquilo e que vou morrer, tô fora! Esse excesso de estrogênio circulando tá querendo é fazer hora com a minha cara.
Amanhã vou fazer festinha só para meninas aqui em casa. Chamei minhas amigas e mandei todo mundo despachar os filhos pros pais, porque senão vira festa infantil e não dá nem pra conversar. Hahaha, dei uma de alemão meeeesmo. Marido vai ao museu com a Julia e eu passei a tarde fazendo empadão de frango, quibe de forno, quiche de queijo, torta fria de atum, salada de macarão, brigadeiro e beijinho. Algumas amigas vão trazer pão de queijo, salada turca e uma torta de quark-sahne típica daqui e eu ainda tenho que preparar uma salada de folhas. Deu fome? Quem não tem carnaval se consola com a barriga!
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
À procura
Comecei quase que oficialmente a procurar apartamento pra nos mudarmos. Desde que a gente voltou pra cá tínhamos essa ideia na cabeça, mas fui empurrando pra frente porque apesar da vida cigana que levamos nos últimos anos, eu odeio procurar-resolver-pepinos de mudança-empacotar. Mas agora com o aumento da família, a médio-longo prazo precisamos achar algo um pouco maior. No começo a bebê fica no meu quarto, que é enorme e dá folgado, mas depois quero passar ela pro quarto da Julia e aí a coisa vai começar a apertar porque é menor e eu vou ter que rebolar pra enfiar um berço sem tirar os 999 brinquedos da primogênita que habitam o recinto desde o parapeito da janela até debaixo da cama.
Também sentimos falta de um espaço pra gente trabalhar, espalhar livros e papeis sem ter que ficar tirando daqui e colocando pra lá. A mesa do desktop fica na sala, mas tem impressora, mil fios de ipods, disco rígido, câmera e toda essa parafernália tecnológica im prescindível, que não sobra muito espaço pra cadernos e pro meu pequeno livro de bolso do curso. Acabo tranferindo tudo pra mesa de jantar, mas depois tenho que juntar tudo senão temos que comer com o prato na mão no sofá e eu não quero acostumar a Julia assim.
Idealmente queríamos mais um quarto, mesmo que as meninas ficassem juntas, teríamos espaço pra um escritório, mas isso aqui nessa região, por um preço acessível é praticamente sonhar acordado. Hamburgo é uma cidade carente de imóveis para alugar porque o povo é rico e a maioria proprietário. É relativamente fácil conseguir um financiamento pra pagar a casa própria, então há uma escassez de bons imóveis para alugar com um preço razoável. Claro que tem apê de monte espalhado pra alugar, mas a gente se faz de difícil e não quer sair do bairro, o que limita a procura. Não quero sair daqui porque já tenho amigos, toda uma estratosfera de conhecidos que levou tempo pra construir e sobreviveu a um espaço de 2 anos longe. A escola é perto, dá pra ir a pé, tem comércio pertinho, vizinhos que me quebram o maior galho durante as viagens do marido, etc etc etc.
A solução ideal é que algum dos apartamentos maiores da minha proprietária fique vago, já estou na lista de espera, mas o povo não quer largar o osso.
Todo dia antes de dormir eu penso bem forte que um deles vai conseguir uma mega oportunidade de emprego em outro lugar, país, continente e vai ter que se mudar. Sim, porque pra gente conseguir alguma coisa, também não vou desejar a infelicidade do sujeito, certo?
E então será o fim dos meus dias de olhar para a minha cozinha de azulejos verdes pintadinhos That Seventies Show!
Também sentimos falta de um espaço pra gente trabalhar, espalhar livros e papeis sem ter que ficar tirando daqui e colocando pra lá. A mesa do desktop fica na sala, mas tem impressora, mil fios de ipods, disco rígido, câmera e toda essa parafernália tecnológica im prescindível, que não sobra muito espaço pra cadernos e pro meu pequeno livro de bolso do curso. Acabo tranferindo tudo pra mesa de jantar, mas depois tenho que juntar tudo senão temos que comer com o prato na mão no sofá e eu não quero acostumar a Julia assim.
Idealmente queríamos mais um quarto, mesmo que as meninas ficassem juntas, teríamos espaço pra um escritório, mas isso aqui nessa região, por um preço acessível é praticamente sonhar acordado. Hamburgo é uma cidade carente de imóveis para alugar porque o povo é rico e a maioria proprietário. É relativamente fácil conseguir um financiamento pra pagar a casa própria, então há uma escassez de bons imóveis para alugar com um preço razoável. Claro que tem apê de monte espalhado pra alugar, mas a gente se faz de difícil e não quer sair do bairro, o que limita a procura. Não quero sair daqui porque já tenho amigos, toda uma estratosfera de conhecidos que levou tempo pra construir e sobreviveu a um espaço de 2 anos longe. A escola é perto, dá pra ir a pé, tem comércio pertinho, vizinhos que me quebram o maior galho durante as viagens do marido, etc etc etc.
A solução ideal é que algum dos apartamentos maiores da minha proprietária fique vago, já estou na lista de espera, mas o povo não quer largar o osso.
Todo dia antes de dormir eu penso bem forte que um deles vai conseguir uma mega oportunidade de emprego em outro lugar, país, continente e vai ter que se mudar. Sim, porque pra gente conseguir alguma coisa, também não vou desejar a infelicidade do sujeito, certo?
E então será o fim dos meus dias de olhar para a minha cozinha de azulejos verdes pintadinhos That Seventies Show!
Assinar:
Postagens (Atom)







