Ando completamente avessa às redes sociais, não aguento mais o iogurte, Faceb@@k e afins. E toda hora pipoca na minha caixa de e-mails um convite de algum amigo longínquo me convidando pra outro desses. Twitter então chega a me dar coceira, abri uma conta antes de viajar só pra achar uma informação que eu queria e só achei postado por lá, mas nem sei como o bicho funciona. Sinceramente, não tenho mais saco pra micro conversas e 140 caracteres é muito pouco pro meu limite diário de palavras a serem gastas. Também estou numa fase mais reclusa, ou melhor seria, menos exibicionista. Antigamente a gente nem sabia o que estava acontecendo com ninguém a não ser que a pessoa fizesse parte do rol de amigos mais chegados, hoje é só abrir a primeira página do iogurte por exemplo, e você já sabe que a fulana com quem você estudou no primário e nunca mais viu, cortou o cabelo e está de mal humor hoje, o cicrano que é primo do amigo que você encontrou uma vez há dez anos atrás, tem meia dúzia de filhos sorridentes (porque ninguém coloca a foto do filho fazendo pirraça e descabelado quando acorda), o beltrano ex-namorado da sua melhor amiga do jardim de infância, já viajou por mil países e deve estar super bem de vida, ai juro, acho que é informação demais pra minha pessoa. Eu não quero saber o tempo todo o que todo mundo que eu conheço está fazendo. Parece um grande Big Brother virtual.
Só não deleto de vez meus perfis, porque morando longe é ainda uma das maneiras mais rápidas de entrar em contato com as pessoas que fui deixando pelo caminho nessas mudanças todas. Mas quando digo contato, quero dizer dar um alô de vez em quando e parabenizar nos aniversários. E vamos combinar que aqueles scraps cheios de frufrus piscando e bonequinhos fofuchos que aparecem nas datas comemorativas são uó.
Tô fugindo dos holofotes que essa vida moderna teima em querer colocar todo mundo em evidência pra todo mundo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário