sexta-feira, 2 de abril de 2010

A volta

Foi tanto tempo fora da rotina no Brasil, onde além dos horários completamente diferentes e da montanha russa física e emocional em razão dos cuidados com a saúde, eu também entreguei quase que totalmente minhas responsabilidades de vestir, alimentar e manter a criança cheirosinha pra minha mãe, que esses primeiros dias de volta na Alemanha ainda estão meio que de pernas pro ar.

As últimas semanas em solo brasileiro foram ocupadas com retiradas de pontos, últimas consultas (só pra não perder o hábito), reencontros com amigas, comprinhas básicas de supermercado pra trazer um pouquinho do Brasil na mala e calor, muito calor. Fiz tudo isso a passos de cágado, tenho recomendações médicas de ficar 60 dias sem fazer qualquer tipo de esforço físico forçado, tipo carregar sacolas de compras, estender roupa, fazer faxina, etc. E por isso trouxe minha mãe também na mala comigo hohoho, afinal quem consegue passar por um vôo de 10 horas e mais uma conexão com uma criança de 4 anos sem fazer esforço? Então que mami veio junto e está sendo ótimo, pela primeira vez não rolou chororô no embarque no Brasil e Julia está achando o máximo que a avó veio de férias com ela.

O vôo da volta foi uó, uma lata velha da Air F#$%rance, as televisões não funcionavam, Juju estava no auge de sua energia e só foi dormir faltando duas horas pra chegar em Paris. Nossa conexão era bem apertada, tivemos de literalmente correr e atravessar dois terminais do Charles de Gaulle pra pegar o avião pra Hamburgo. Deu certo, pra nós e três da quatro malas que trouxemos, uma ficou pra trás, justamente a dos presentes e remédios (eu sempre trago uma pequena-grande farmacinha brasileira e dessa vez, em virtude dos acontecimentos ela estava caprichada, nossa, maior papo de hipocondríaca). Vai no balcão, reclama, a mala ainda estava em Paris, mas pelo menos tinham localizado. Entregaram ontem ela aqui em casa inteirinha.

Na saída da área das esteiras, fui parada pela polícia alfandegária, só eu, mamãe e Julia já estavam fora com maridão, eu tinha ficado pra reclamar da mala. O cara me pergunta o que eu tinha trazido, na hora pensei, lá se vai o feijão embora! Disse, biscoitos, chocolates e feijão, ele revistou por dentro e liberou. A feijoada ficou garantida.

Além disso, como disse no primeiro parágrafo, ainda estou meio lerda, acho que foi aquele boa noite cinderela que me deram antes da segunda anestesia geral. Esqueci onde ficavam os talheres da cozinha e onde guardava minhas meias. Patético, não? Maridão estava há duas semanas fora de casa viajando a trabalho e a geladeira estava vazia. Anteontem saí com minha mãe pra fazer compras, lembrei do peixe pra sexta-feira santa e só. Juju ainda deu um ataque de pirraça na entrada que me fez ter amnésia completa do resto dos componentes da minha lista. Resultado, foi peixe com arroz branco.

Bom, o post está meio enrolado, mas tem o desconto do fuso horário de cinco horas e de duas anestesias gerais que me deram um certo revertério. Mas estou de volta, de endereço vitual novo pra espanar a poeira e levar essa urucubaca que passou embora.

E como amanhã é Páscoa, nada melhor do que voltar e celebrar o renascimento e a primavera.

Felz Páscoa!

4 comentários:

Marcita.blogspot.com disse...

Esse é o meu maior medo: Ser parada na alfândega. Isso porque quando eu venho trago massa de pastel, matte leão, queijo coalho... ou seja, os fiscais podem fazer a festa.
Bom saber que a tua mãe veio contigo! E o maridão cuidou bem da casa? Manteve a roupa em dia? :)
Vou te mandar um e-mail.
Beijos

Anônimo disse...

Seja bem vinda Marcela e que delicia ter a mae por perto! seu blog esta lindo,adorei a foto do Rio e já seu primeiro post achei até engracado a forma que vc escreveu sobre o peixe;)

Feliz Páscoa!!!
Andrea

Anônimo disse...

Oi, Marcela!
Que bom ver você de novo por aqui!
Devagar e sempre, e daqui a pouquinho você tá 100% outra vez!
Nada como ter a mãe por perto pra dar uma mãozinha, né?

Feliz Páscoa!!
Bjs!

Margot Abirato disse...

Querida Má, eu fiquei meses esquecida, menina, depois da tomada de geral. Descontei muitas coisas na tal da anestesia, então, aproveite! Eu perdi máquina fotográfica, celulcar, carteira, bolsa, remédio, enfim, só não perdi nenhuma criança. Então, mantendo a Jujuba no radar, o resto tá valendo. Que bom que a volta foi tranqüila e sem traumas. Assim é bom pra entrar no ritmo rapidinho! Beijocas, beijocas, beijocas