quinta-feira, 20 de maio de 2010

Vivendo a vida

Como os últimos dias foram animados como descrevi no post abaixo, apesar da baixinha ter melhorado, ela não foi a escola e tivemos a variação pijama-sofá-televisão 24 horas ligada. Eis a vantagem de (não) trabalhar em casa.

Assisti ontem o último capítulo da novela Viver a vida e queria saber quem é que falou pro Manoel Carlos que ele retrata a realidade do Rio. Lembro de quando estava no Brasil ter assistido um capítulo onde a fisioterapeuta levava a pesonagem pra fazer exercícios no Jardim Botânico, cena bucólica, com a mãe e a irmã a tiracolo e depois saiam todas pra tomar um suco. Completamente fora da realidade, por acaso a fisioterapeuta era exclusiva dela? Porque eu quando atendia no Rio tive vários pacientes de classe média bem alta, até ricos mesmo, e nenhum deles tinha grana pra me bancar uma manhã inteira. Achei tão esdrúxula aquela cena. E a realidade da maioria das pessoas não é ter aquele aparato todo de enfermeira 24 horas até pra trocar calcinha, como a Luciana tinha. Poucos, muito poucos podem ter aquele luxo. Eu não acho que novela tem que mostrar desgraça, mas se a proposta do cara é retratar a realidade, pelo menos é como ele vende a ideia, tem que fazer direito. Coloca um personagem deficiente que realmente tenha que pegar ônibus e reaprender a ser independente indo até o centro de reabilitação ou consultório de fisioterapia, como a maioria esmagadora faz de verdade.

Os atores dão aquele ar de naturalidade ao texto decorado, mas é tudo tão blé que chega a dar nervoso. A tal da Helena nessa novela então era insuportável de chata e melosa. Aqueles dois marmanjos já pra lá dos 30, médico e arquiteto, morando com a mãe e agindo como se fossem adolescentes também foi de doer. Eu sei que no Brasil isso é comum, filho ficar na casa dos pais até casar, mas depois de uma certa idade eu já acho esquisito, principalmente se for homem.

É, mas eu meto o pau e mesmo assim gosssstei, porque mostrou cenas lindas do Rio que eu sinto saudades, do Rio bonito, das praias, do céu azul, povo passeando na orla... eu sei que não é também exatamente a realidade, mas deixo me enganar nessas horas.

2 comentários:

Liza Souza disse...

Menina, a gente deve estar meio que em sintonia. Assisti o ultimo capítulo da novela hoje e estava ali na cozinha pensando em escrever um post que já tinha até título: Viver a vida. Nao ia levantar os mesmos aspectos que vc, apesar de pensar do mesmo jeito, mas falar de como algumas pessoas conseguem superar tantas tragédias e seguir em frente e outras se deixam abalar com as pequenas pedrinhas que aparecem no caminho.
Que bom que a pequena melhorou. Dizem que finalmente o calor vai dar o ar da graca por aqui na Alemanha, espero que seja verdade e ai tudo vai ficar mais divertido para os pequenos e para nós tbm. :=)
Beijos

Marcita.blogspot.com disse...

Ebaaaaaaaa! Alguém com quem posso meter o pau na novelaaaaaa!!!! Aqui em Portugal estamos na reta final dessa novelinha que foi muuuuito sem sal (afinal, quais eram as emoções finais? Um exame de DNA que nem da actriz principal era?). A Helena forçada demais, chaaaatiiiiinha. O tal do Bruno muito descolado mas tããão querido com a mamãe chata que só dizia para ele comer, que ela tinha preparado isso e aquilo para ele. E as malas da vila? Primeiro, onde fica aquela vila? Porque a que eu vivia no Rio não era assim. As casas enormes com tudo aberto, ninguém trabalhando, passando o dia tomando suquinho na varanda. E os médicos? Ai que chaaaaaatos. E nunca vi médico ser chamado à recepção para receber o paciente. Imagina!!!!
Gostei mesmo foi da Isabel, minha irmã gêmea :) Aliás, na novela ela tinha que ser filha do Onofre, minha dupla favorita!