segunda-feira, 26 de julho de 2010

O elo perdido

Eventualmente tenho conversas hilárias com a minha mãe sobre a família, ela me conta aquelas notícias bombásticas à la Nelson Rodrigues que povoa nossas fofocas durante algum tempo. Mas o mais engraçado é quando ela me conta algo como hoje, do tipo:

 "Porque a fulana se separou do cicrano"
"Mas, mãe, eu nem sabia que a Fulana tinha casado de novo, ela não é viúva do Beltrano?"
"Minha filha, a Fulana estava casada há 25 anos com ele!"

E eu me acabo de rir, porque sou péssima conhecedora da minha árvore genealógica. Minha avó, mãe da minha mãe, que era a pop da família, sabia o nome de todas as gerações por nome e sobrenome, contava causos, mas eu nunca tive paciência pra escutar (hoje me arrependo). Até maridão de vez em quando me surpreende com uns dados da minha família por mim desconhecidos, porque na época de namoro ele ficava lá do lado dela escutando as histórias. Só sei que mal consigo contar quem são meus primos de primeiro grau, imagina se vou saber que a viúva do irmão da minha avó tinha casado de novo. Tudo bem que foi há 25 anos atrás, mas ninguém me avisou, acho que nem nunca vi o sujeito.

E isso porque ainda temos contato e estive com essa tia em todas as semanas que estive no Brasil esse ano, no lanche de sexta-feira tradicional na casa de outra tia. Ha! Mais alienada do que eu só minha mãe. Porque ela me conta esses causos, mas também é péssima em saber quem é filho de quem. Do seu lado paterno então descobrimos que há um elo perdido e hoje fiz a descoberta que meu avô tinha irmãos! Gente nunca soube disso. Pior, pra lembrar até o nome dos meus avós inteiros eu tenho que fazer força, tudo nominho fácil de lembrar: Itarcy, Hercy, Diva Marina e Alciro.

Família, família, papai, vovó, titia.
Família, família.

Um comentário:

Anônimo disse...

Chorei de rir agora lendo este post.
O negócio é que a família é grande pra burro e fica difícil gravar tantas histórias.
A turma da antiga sabe tudo só que devido a idade a memória ja era.
bjs
R.