segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Ter filho é bom, mas envelhece.

Querem saber como foi meu fim de semana? Começou num churrasco de sábado a tarde e acabou numa temporada de três dias no hospital infantil.

Lá pelo fim da tarde e fim da comilança, eis que Juju tropeça brincando com a bola e se estabaca no chão. Nada fora do comum, maridão pega no colo, ela abre o berreiro e de repente ela tem uma convulsão. Medonho. Um susto horrível. Durou poucos segundos, foi muito rápido e logo ela voltou a chorar e em alguns minutos já saltitava de novo. Ficamos muito impressionados, porque ela nunca teve isso antes e fomos pra emergência do hospital. Chegando lá, depois de examinar, apesar dela estar bem e normal como sempre, a médica de plantão disse que ela teria que ser internada pra ficar em observação e também provavelmente fazer um EEG (eletroencéfalograma). E lá fiquei, com a roupa do corpo com a baixinha, enquanto maridão vinha às 11 da noite buscar umas coisas pra gente. Ontem, domingo, pra quem nunca ficou internado, é um dia morto em qualquer hospital. Nada acontece, só visitas de rotina e só hoje, segunda, depois do exame, é que nos liberaram pra voltar pra casa. Segundo o bambambam neurologista o que ela teve foi um episódio isolado, com o tombo ela levou um susto, prendeu o ar e a falta de oxigênio nesse segundo desencadeou uma crise convulsiva. O EEG foi normal, exames de sangue também.

Mas, e o susto? P@#$%, vou te contar acho que envelheço uns dez anos em cada susto desses. E o pior, desde que me tornei mãe virei uma pessoa medrosa e impressionada. Nesses três dias, apesar de todos os médicos me dizerem sempre que isso podia mesmo acontecer, pelo susto do tombo e tals, eu já imaginava coisas do tipo tumor cerebral e só sosseguei mesmo depois do resultado do exame. Minha cabeça já voa pra mirabolantes desgraças. Um horror, porque não sei como controlar.

E meu trauma de hospital também não ajuda em nada. Ninguém gosta de ficar internado, mas eu tenho FOBIA. Fomos super bem atendidos, num quarto só pra gente, um dos pais podia ficar como acompanhante dormindo e o outro tinha a visista liberada. Enfermeiras e médicos também muito atenciosos.

E enquanto eu tentava controlar a minha ansiedade e preocupação, a Julia se sentiu de férias num hotel. Tinha parquinho, sala de recreação (que eu tive que deixar ela brincar porque não tinha outra opção, mas só pensava nos possíveis germes e bactérias habitantes dali), refeições com seus menus favoritos. No final ela disse que ia sentir saudades... É uma a menos traumatizada na família.

Eu, pra variar, tive dor de barriga todos os dias de nervoso, fiquei enjoada e pouco comi. Também não dormi.

E minha mãe diz que eu também dou preocupação pra ela até hoje, vide o início do ano.

Definitivamente as mães (e pais) envelhecem mais cedo.

5 comentários:

}¡{ disse...

Jesus eu estaria atordoada, com dor de estômago, gelada de tanto estresse!
Esse tipo de coisa me afeta da mesma forma, acho q deve normal. Se não fosse, coitados seriam as minhas pestinhas...
Eles se arrebentar o tempo todo, se não somos nos pondo limite, até da janela eles pulam :-((

Marcita.blogspot.com disse...

Nossa, meu estômago embrulho quando li da convulsão, mas como antes vi o teu comentário no meu blog pensei: "Tá tudo bem, estão em casa" e corri para acabar de ler o post.
Que sinisto, mas ainda bem que ficou tudo bem.

Margot Abirato disse...

OOoohhh, má, mas que susto mesmo, né menina! Virgem santa! Eu já disse que deveria ser proibido criança bater hospital! Judia dos nossos corações. Mas muito bom saber que tudo está bem com a minha norinha linda e que ela já etá pronta pra outra. No mais, adorei o approach jujuba para internações - negócio é mesmo encarar como diversão! beijocas, beijocas e força na peruca!

Dany disse...

Nossa, fiquei tensa só de ler...ia me dando calafrios, susto, medo. Ainda bem que não foi nada, graças a Deus!
Se aquela expressão "nossa, eu tive um filho qdo vi a cena" acontecesse ao pé da letra...a gente já estaria abrindo uma creche!!! rs

Anônimo disse...

Filho e neto é preocupação pra vida toda mas nada é melhor no mundo do que ouvir as palavrinhas mamãe e vovó.
bjs
R