domingo, 19 de setembro de 2010

Do blog pra vida real

Sexta feira conheci uma leitora do blog que depois de anos quietinha, como uma boa mineira de BH, não resistiu depois do post sobre os achado brasileiros de couve e mandioca pelos lados de cá e rompeu seu silêncio em prol de matar a saudade do paladar. Conversamos, eu falei pelos cotovelos pra variar, fizemos as compras no portuga e nos despedimos com a promessa de depois que eu me livrar desse pesadelo de aula de natação toda semana, nos encontrarmos novamente. Ah, e ela tem um bebê fofíssimo que foi a distração dos olhos da Julia.

Eu raramente encontro com alguém que me conheça exclusivamente pelo blog, mas já tive felizes experiências de encontrar pessoas que vieram para o mundo real e hoje se tornaram amigos. São poucas, porque eu também confesso que não sou muito chegada em sair participando de reuniões de blogueiros, encontros de brasileiros na Alemanha e etc. Sou totalmente avessa a esse tipo de coisa. Na verdade existe pra mim muito bem definida uma linha entre o que acontece aqui no blog, o que eu descrevo e conto aqui, com a minha vida real, digamos assim. Aqui eu conto coisas do dia a dia, divago sobre o sexo das estrelas, babo minha cria, desabafo quando estou de TPM, mas nem de longe vem pra cá um terço de quem eu seja realmente. Primeiro porque não dá pra hoje em dia a gente se expor ao ponto de contar intimidades num mundo virtual cheio de doidos. Outra que em poucas linhas de um post, por mais letrado que o sujeito seja, não dá pra explicar ou debater opiniões controversas como numa mesa de um bar entre amigos.

Mas é sempre engraçado transpor essa barreira virtual e conhecer quem está do outro lado.

Valeu, J., depois me conta se aprovou a mandioca!

5 comentários:

Eve disse...

Eu tb já encontrei muitas brasileiras que conheci através do blog, ou por tb terem blog ou por serem leitoras. Até agora não tive nenhuma surpresa desagradável.
E tb penso como vc, apesar de ter muitos "causos" no blog, não é nem metade das coisas que eu realmente passo ou sou.
A gente mantém como terapia, mas nem pra terapeuta a gente costuma contar tudo, né? rsrs

Bjs!

Anônimo disse...

Você sempre foi na vida real muito na sua, ou melhor, um pouco fechada mesmo, acho até que pro seu temperamento vc se expõe bastante. Como disse a Eve funciona como uma leve terapia.
Acho bom. (minha humilde opinião)
bjs
R.

Marcita.blogspot.com disse...

Antes eu queria conhecer todo mundo, até que muitos ebós mal despachados resolveram baixar no meu terreiro (não que eu seja um bom marafu com pipoca, mas acho que ainda não estou louca). Depois disso, nem telefone eu quero contacto. Mas abri uma excepção e conheci uma leitora gente fina (que, aliás, adoooora o teu blog) recentemente. Vocês também são gente fina e adorei conhecê-los pessoalmente e descobrir a afinidade suburbana que tenho com o teu marido! Vocês 3 moram nos nossos corações aqui!

Ma disse...

Ah, Marcia, agora emocionei. Vcs também são queridões da gente! Bjs

Anônimo disse...

Oi Marcela,
mandioca aprovadissima no final de semana pelo marido e ateh pelo Felipe, que adorou comer amassadinha :). Achei muito surreal me ler nesse post... Adorei o cafe, o papo e ter te conhecido!
beijos, J.