quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Perguntas infantis

Geralmente nos lugares mais inusitados, como hoje dentro do ônibus a caminho a famigerada natação (última semana) sou bombardeada com aquelas perguntas sobre o significado da existência humana. Hoje foi: "Mamãe, como a gente móooorre?' (ela fala assim, ênfase e acento agudo no "ó", mistura de sotaque carioca com alemão)

Nessas horas eu sempre quero falar a verdade, mas sem assustar também com riqueza de detalhes. Comecei com "Ah, quando a gente fica muuuito velhinho, o corpo cansa e a gente morre". Parei, pensei, não é exatamente só assim... Aí completei: "Ou quando a gente fica muuuuito doente e o médico não tem mais remédio pra dar". Ela sempre fica me olhando por alguns segundos assimilando a resposta pra ver se foi a contento e nesse tempo eu vou torcendo pra não vir uma contra-pergunta. Pra não assustar, já que ela tem tendências hipocondríacas (não sei a quem puxou), acrescentei que pra quase tudo tem remédio e que ela não precisava se preocupar. Ponto, finito, morreu ali o assunto, com o perdão do trocadilho infâme.

Ontem foi "Mamãe, o céu daqui da Alemanha é o mesmo céu do Brasil?" Tá bom, essa era light e foi fácil.

Nessas horas me sinto uma Wikipedi@ humana.

2 comentários:

Liza Souza disse...

hahahahahahaha adorei! Daqui a pouco essa fase chega pra mim tbm.
Beijos
p.s. dá pra ver que vc odeia a natacao. rs

Ingrid disse...

ahhh que fofo ne! mas essas perguntas pegam mesmo ne! eu nao tenho filhos, mas um dia qdo tiver vou passar por isso tbm rsrrss