Dizem que a segunda gravidez é sempre diferente da primeira, pelo menos no quesito ansiedade, e eu vou dizer que não fujo a regra. Na primeira é tudo novidade e tem-se mais tempo pra tirar mil fotos da barriga mês a mês, ler todos os sites, revistas, e livros relacionados, contabilizar semanas na agenda e saber de cor em que fase do desenvolvimento o baby está. Confesso que dessa vez não fiz nenhuma das coisas citadas acima. Foto até agora, nenhuma e já acabei o primeiro trimestre. Na da Julia tenho ainda a foto com o band-aid no braço do primeiro exame de sangue. Nunca sei em que semana estou e não quero ler absolutamente nada relacionado ao assunto, acho tudo aquilo que está escrito engraçado, porque cada um fala uma coisa e no final só serve pra confundir. Na minha primeira consulta dessa vez, a médica me deu uma daquelas revistas de consultório informativas, que joguei no lixo tão logo cheguei em casa. Na consulta seguinte tive que disfarçar quando ela me perguntou se eu queria fazer um determinado exame que eu desconhecia e perguntou se eu tinha recebido a revista. Bom, na dúvida, fiz o exame e descobri que já tive Röteln Ringeln, uma doença infantil parente da rubéola, e por isso já tenho anticorpos pra isso. Meno male.
Por obra do destino o segundo vai nascer também em Hamburgo, mas troquei de médica e não vou escolher o mesmo hospital. Dessa vez também estou sendo cercada de maiores cuidados porque sou considerada como grávida de risco em virtude da minha idade avançada de 36 anos. Sempre deprimo quando lembro disso. Mas aqui é assim, mesmo que seja seu décimo oitavo filho, passou dos 3.5 você entra na faixa de risco. No final das contas acho bom, porque pra se ter o que se deseja é mais fácil conseguir assim, sempre posso apelar pro drama do "eu tenho medo pois sou grávida de risco hohoho". E como sou macaca velha em termos de médicos, hospitais e parto na Alemanha, vou saber valer desta carta na hora certa.
Os alemães são por natureza übervorsichtig ( cuidadosos em excesso), então imaginem os médicos diante de uma grávida de risco. O que não gosto é que com tanta preocupação eles tratam a gente como doente e parecem estar sempre a espreita pra alguma coisa dar errado. Sai pra lá urucubaca! Hoje, por exemplo, achei que não fosse fazer outra ultra, porque já fiz na semana passada com um super-ultra-especialista no assunto a translucência nucal e hoje era só consulta de rotina com minha médica. Mas ela fez outro "porque você não sente o bebê mexer ainda e a gente tem que ver se o coração está batendo ". Um doce falar isso, né?
Fato é que estou muito mais relaxada agora, verdade seja dita, não dá tempo de ficar divagando sobre a carinha do futuro rebento enquanto a primogênita se faz realidade constante com suas demandas.
Mas vou providenciar umas fotos da barriga no futuro pra não gerar traumas no caçula.
5 comentários:
O importante é que agora vc já aprendeu como lidar com os médicos alemães.
Pensamento positivo e bola pra frente.
bjs
Marta
Acho que a medicina nos subestima na questão do risco, mas será que é automático, 35 bummmm = risco? Depende, né? Depende e muito e a gente sabe disso!!!
Espero que tantos cuidados não incluam cesárias desnecessárias por desculpa da idade, não acho ou pelo menos espero.
Bj
Pior se ele for o bebê do meio, como eu. Aí, menina, vai ser mesmo um drama sem fotos. Porque lá em casa tem mil álbuns do meu irmão mais velho e o mais novo. O meu fui eu quem fiz, já crescida. Acredita?
Beijos
Rosa,
Eu não estou nem um pouco preocupada com essa de risco, tb acho tudo muito relativo. Minha médica no Brasil por exemplo, disse que lá só consideram de risco de for o primeiro filho depois dos 35. Aqui o índice de cesarianas é baixo, embora agora eles estejam mais flexíveis.
Marcia,
Que filho do meio o que, depois desse a fábrica fecha :)
É, eu sou a segunda filha e até hoje cobro a minha mãe por nunca ter tido festa de aniversário de um ano do Mickey, álbum de fotos grandão com capa cor-de-rosa ou Barbie original... rss
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