Relendo meus últimos posts fiquei com a impressão de que quem lê deve estar imaginando que eu sou uma pessoa muito reclamona e deprimida. Não sou. Pelo contrário, estou na maioria das vezes bem humorada (exceto quando não dormi) e sorrindo, mas é que nem sempre bate a inspiração pra falar de outras coisas e o blog acaba servindo como um divã pra gente despejar o mimimi de auto comiseração.
E apesar de todos os desconfortos deste final de gravidez, não é nada que não seja administrável em prol de um bebê cheiroso, gostoso e saudável como resultado final.
Essa semana fiquei sabendo por uma ex-colega de trabalho lá do Brasil que coincidentemente está morando agora também em Hamburgo, que uma outra ex-colega nossa faleceu em outubro. E apesar de não ser próxima a mim, era uma pessoa jovem ainda com a qual eu convivi por 5 anos diariamente e fiquei chateada. Hoje de manhã recebi um e-mail muito triste sobre o falecimento do bebê que tinha nascido prematuro de uma amiga lá do Brasil. Tínhamos trocado e-mails sobre a gravidez... chato, muito chato. E nessas horas eu penso que quando a gente reclama demais, a vida vem e te mostra na cara pra parar de ser besta, que isso é um grão de areia perto das tragédias que acontecem todos os dias.
Então, o negócio é sacudir a poeira, porque quem decide quem vai e quem fica não somos nós e a vida é cheia dessas pegadinhas desagradáveis.
E Saravá!
Um comentário:
Triste , muito triste o que aconteceu. Realmente as vezes essas sacudidas da vida nos fazem acordar.
Reze por elas e siga em frente é só o que podemos fazer.
bjs
Marta
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