Passei o domingo me degladiando com as perguntas da prova de motorista. Pior é ainda ter que ouvir a minha mãe falando "Menina, não sei porque essa dificuldade toda, burra você não é! "Sutil, minha mãe. E eu sei que ela vai ler isso aqui depois que não tiver mais que lavar, arrumar a cozinha 5 vezes por dia e esterelizar todas as mamadeiras, caminhar 5 quilômetros pelo apartamento pra acalmar as cólicas da caçula e ainda ter uma paciência de Jó pra jogar queimado e vôlei dentro do quarto com a mais velha ( se bem que isso é culpa dela que inventou de dar uma bola de presente, agora agueeeenta). Então que só por isso que perdôo a sua sinceridade maternal, que só não me chamou de curta das ideias porque ainda me ama.
Mais um dia nublado, frio e chuvoso. Tudo bem que teoricamente eu ainda estou de resguardo e não posso (devo) ficar saracoteando por aí, mas nem uma volta no parquinho da esquina está sendo possível. Cadê o sol, meu Deus! Preciso de serotonina pra recarregar minhas baterias, porque acordando de 3 em 3 horas minha Duracell tá meia boca e como não posso recorrer ao chocolate tá feia a coisa.
Essa semana tivemos consulta no pediatra pra ver o desenvolvimento, o mesmo da Julia, que sempre pergunta sobre meus ancestrais europeus não importa quantas vezes eu vá lá por ano. Eu já disse que abomino consultas ao pediatra? E dessa vez levei a minha mãe junto, que ao final da consulta me fez um interrogatório completo pra saber de tudo nos míiiiiiinimos detalhes e, obviamente me repreendeu porque esqueci de pedir ele pra olhar (de novo) o dedão do pé da bebê que estava com uma unha inflamada. Em minha defesa digo que já tinha levado ela uma semana antes e o dedo já está bom a olhos vistos e por isso deixei passar.
Ah, e gostaria muito de escrever um post sobre o tema visitas, mas como provavelmente cairá no buraco negro dos posts mentais não escritos, quero só dizer que definitivamente estou a um passo de virar associal. O povo não tem noção, uma vem com a filha tossindo os pulmões pra fora, a outra quer trazer os filhos encapetados e tem ainda aquela que acha que eu tenho que deixar a filha de 5 anos pegar a bebê no colo o tempo todo. E vamos combinar que com bebê pequeno em casa é um saco receber visitas, pelo menos eu acho. Nas primeiras semanas eu ainda andava meio tronxa por causa da dor e só tirava o pijama depois do almoço (quando tirava) e o telefone não parava de tocar de gente querendo vir aqui ver a bebê. A criança nem vacinada foi e o povo pega na mãozinha e dá beijo. Quando vi já era tarde. Então se você ler isso aqui e tiver filhos, mas já se esqueceu de como foi quando ele nasceu, não o leve para visitar um recém-nascido e seja rápida. Um telefonema basta e a amizade continuará intacta.
Mas isso se você tiver uma amiga associal assim como eu, ou uma que esteja com os hormônios enlouquecidos desvairadamente e sem chocolate também como eu.
5 comentários:
Coisas que aprendi com a maternidade:
Não dar de presente para quem vai ter um bebê uma toalha de banho com capuz ou um telemóvel de brinquedo. Meu filho ganhou umas 4 ou 5 toalhas e 3 telemóveis;
Não visite a pessoa nos primeiros 3 meses;
Se for à maternidade, fique apenas 5 min.
No meu caso, apenas alguns amigos foram à maternidade. O resto deixou para vir em casa. O meu problema foi que eu mal me mexia enquanto tinha os agrafos da cesariana e era um transtorno ter visita. Sem contar que eu passava dia e noite de pijama porque nenhuma roupa cabia em mim. Queria amamentar e tinha a visita aqui (visita com a qual não tenho muita intimidade).
Força na peruca.
Ai, eu entendo essa das visitas. Parece que alemao nao lembra de germes. Só quando estão nas verduras, a olhos visto agora. rs
Bjs!
Boa sorte na prova de motorista!
Ma, aqui tem uma coisa que eu não posso reclamar, a visita vem pra ajudar, foi assim com Nadir, ela sumia na mão do povo, gente abrindo a geladeira e lá vai a zorra. Eu horrorizada e ninguém entendia o pq de minha irritação.
Só que o bb cresce e já ninguém quer participar.
Pelo que vc contou aí não tem os mesmos analgésicos daqui não, sabe? Coisa de louco menina, eu me sentia disposta pra uma maratona, tive medo de gostar demais kkkk.
Ma cuida de usar uma boa sinta pós-parto, nesse deita levanta ela vai ser uma super amiga.
bj
Ai Ma, como eu te entendo. Quando o Miguel nasceu tbm me irritava a quantidade de visita sem nocao que aparecia e queria pegar, beijar e mais sei lá o que. Eu, a chata, deixei bem claro que nao estava a fim de receber ninguem nas primeiras semanas e que ele ninguem podia pegar. Preciso falar que a familia sem nocao do marido me acha uma mala até hoje? rs Agora pretendo fazer o mesmo com as visitas por aqui, com toda a sinceridade alema que eu aprendi. Vamos ver se vai dar certo.
Beijos
Espero que o tempo por aí tenha melhorado para te dar mais ânimo. Sabe,não costumo visitar bebês que acabaram de nascer, a não ser de pessoas muito chegadas. Penso exatamente que tá todo mundo ainda entrando no ritmo. Uma pessoa ainda recém operada...ahhh acho que tem que ser um pouco de bom senso. Se a mãe esperou nove meses, dá pra esperar né, pelo menos 1 mês pra ir fazer uma visitinha.
Ainda bem que vovó e netinha estão se divertindo e levando tudo "na esportiva" rs... Boa semana pra vocês.
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