segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Puxa a cadeira

São oito horas da noite de segunda, marido viajou (de novo) e eu já coloquei as crianças na cama. Não posso reclamar (tanto), a Laura já está dormindo bem melhor à noite. Coloco ela entre 7 e oito na cama, mas não sem antes me dar um baile pra pegar no sono. Travamos toda noite uma luta quase que braçal, porque ela se revira no colo, não pega a chupeta, se contorce tentando de todas as maneiras evitar dormir. Aí coloco no berço, faço carinho, dou tapinha nas costas... ela se estica toda e abre o berro que deve dar pra ouvir a quarteirões de distância. Pego de novo no colo, recomeçamos a luta. Tem horas que eu desisto por alguns minutos e no auge da exaustão deixo ela um pouco no berço abrindo os pulmões. Mas não consigo por muito tempo e volto lá pra começar tudo de novo até que ela se rende e dorme. Quando marido está em casa, é ele quem tem ninado ela pra dormir, porque eu entrego mesmo os pontos e ele, mais paciente, consegue em poucos minutos o que eu levaria meia hora pra fazer. Não sei qual é o truque. Mas então que quando afinal ela se rende, e a Julia também já está no quarto dormindo, conseguimos recuperar nossas noites pra assistir um filme ou os seriados que gostamos conversar sobre o dia, jantar sem ter que segurar o garfo com uma mão e criança na outra. Pra todas as outras coisas tem Mastercard. E a caçula vai dormindo a noite praticamente toda, acorda só uma vez agora, por volta das 2 da manhã, mama e capota instantaneamente na sua nova cama de 1,40m de comprimento que ainda está no meu quarto, mas não mais do meu lado. Sigo no projeto de desgarrá-la lentamente como fiz com a Julia, pra ela passar para o outro quarto daqui a uns meses. As noites semi recuperadas, no entanto, dão lugar a dias exaustivos e só não puramente caóticos , porque eu sou neurótica com horários, rotina e afazeres. Odeio casa desarrumada (demais), faço vista grossa pro quarto infantil, obviamente, senão já teria adquirido uma úlcera, mas pelo menos a sala tem que estar transitável. E a Laura o que dorme bem de noite, dorme mal de dia. Ela absolutamente se nega a dormir quando o sol está raiando, e vejam que em Hamburgo isso nem seria problema... De jeito nenhum, só se eu colocar no carrinho e der um passeio. Já me imagino congelando abaixo de zero no inverno, só pra fazer ela tirar uma soneca. Em casa pouco consigo fazer que não seja com ela pendurada em mim, ou arrastando o balancinho pelos aposentos. Minhas costas estão em pandareco e minha melhor amiga é a bolsa de água quente que coloco na hora de dormir. Esta semana ainda consegui terminar dois trabalhos de revisão, não me perguntem como, tem horas que nem eu sei. E a vida segue assim, os dias voam, a Laura distribui sorrisos pra todo mundo que lhe dirige a palavra e a Julia já sabe ler uma página inteira de um livro, estou besta! Mas disso eu conto depois.

3 comentários:

Marta disse...

Não é mole não!!! Mas quando crescem da até saudade dessa época.
bjs

http://saia-justa-georgia.blogspot.com/ disse...

Bom dia Ma, obrigada pela visita.

Quer dizer que vc tem 2 meninas? E uma bebezinha?

Pois é, essas coisas logo passam, vc sabe. Com o meu primeiro filho tive muitos medos. Na época nao falava nada de alemao e foi um trelelê tremendo em fazê-lo dormir. Ficava olhando-o o tempo todo, achando que ele ia parar de respirar. Esses medos de mae.
Já com a minha filha, eu a colocava na cama, ela ficava lá muitas das vezes ainda acordada no berco e dai a 15 minutinhos já dormia. Com o primeiro por eu ir toda hora no quarto dele, ele sentia a minha presenca e nao conseguia conciliar o sono. Tb com o segundo filho, nao abaixei o som do telefone e nem da TV, deixei tudo fluir normalmente e o bom foi que no segundo filho eu dormi sempre todas as noites, tinha tempo para ficar com o marido e tempo para mim. Hoje em dia ela tem 7 anos e dorme às 8 da noite, nunca a ninei. Eles se apegam a isso e depois para tirarmos é uma loucura...

Eles precisam se adaptar a este mundo e nao nós ao mundo deles.

Um grande abraco

Eliana disse...

Pois é, cada criança é de um jeito. Acho que não tem método certo. Tem tantas amigas minhas já no segundo filho e até os meus sobrinhos, cada um foi de um jeito. Acho que tem que ter mesmo muito jogo de cintura, descobrir meios, truques, mágica, feitiços pra lidar com estes pequenos hahah Vc mesma já disse que a Laura é um bebê bem diferente do que foi a Julia...agora minha mãe, por exemplo, teve 3, e disse que sempre fomos crianças fáceis! rs...Bom, eu não sei, não me lembro rs...Bom, mas Laura tá crescendo, tá uma bebezona e tanto e pra gritar, mostra que tem saúde! rs Uma amiga que tem um bebê de 5 meses, disse que ele tb dá um baile nela na hora de dormir. Chora tanto que parece que está sendo agredido! rs Mas enfim, tudo há de passar...e parabéns para a Julia que já desvenda o mundo mágico das letras! Bjs