terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A evolução do ser humano (ou a falta de) e as babás

Uma leitora assídua do blog, que ainda me mata de curiosidade de saber quem é, deixou um link no post abaixo dizendo que gostaria que eu comentasse um tal post sobre viagens com babás de um outro blog. Eu fui lá dar uma lida e não consegui chegar até o final que me deu embrulho no estômago. Aí pensei, o que comentar? Porque minha mãe me deu educação e eu procuro seguir os ensinamentos maternos, penso sempre na liberdade de expressão e estou trabalhando para voltar na próxima encarnação um pouco melhorzinha (apesar de gostar do BBB).


O problema não está em viajar com babás, mas sim no tom de superioridade do post. Na postura de sinhazinha da patroa que deve ser de classe média, mas quer tirar onda. A babá não pode comer no restaurante, tem que dar um hamburger antes, sentar à mesa junto com o marido, enquanto ele degusta um vinho, nem pensar em se misturar... e coisas do gênero, mas cuidar de seu filho pode. Achei podre. Pronto, taí minha opinião nua e crua. Não sou contra a pessoa ter ajuda. Precisa trabalhar e não tem outra opção, quer sair um sábado à noite, eu disse UM, com o maridão e contratou uma baby-sitter ou deixou o filhote com a avó? Acho normalíssimo. Mas assumir o meu papel, jamais. Fazer castelinho de areia com minhas filhas porque eu prefiro ler a revista de fofoca, nunca. E principalmente tratar uma empregada, assistente, babá ou seja lá qual for o nome politicamente correto da moda, como se a pessoa fosse um ser inferior é inaceitável. 

O post me fez lembrar na hora do livro/filme The Help (que se passa na década de 60, mas não poderia ser mais atual) e deste texto  que li outro dia e que responde melhor ainda o que eu acho sobre esse assunto. Recomendo os dois.


4 comentários:

rose disse...

Sinto muito orgulho de você.
bjs

Camila disse...

Má, vi num outro blog de sinhazinhas uma entrevistasobre a obrigatoriedade do uso de uniformes pra empregadas domésticas. Fiquei passada com a naturalidade da entrevistda ao dizer que exigia o uso de meia-calça até no verão e que, em dias de festa, admitia no inverno somente uma blusinha fina debaixo do uniforme de festa (vestido preto de mangas curtas e um patético - ou "gracioso", nas palavras dela - avental branco de babados). Argh.

Maman B... et ses petites crapules disse...

Ma;
Nada como sentir na pele p/ saber. Quando chequei aqui, fui baba e comi o pao que o diabo amassou, pois a patroa era alcolatra e me xingava o dia inteiro. Uma vez fui p/ o Brasil e contratei uma moça p/ tomar conta do meu 3°. Mas ela sentava na mesa com todos e comprei, roupas grugadinhas em Petropolis. Ela so ficou 20 dias, mas paguei + que um salario e ela queria que eu descontasse as roupa e eu disse ser um presente. A menina começou a chorar, queria vir comigo, pois eu era boa demais !!!

Anônimo disse...

A leitora assidua aprovou o post. hahahaha
:)