Eu ia chegar aqui e escrever mais um post daqueles cheios de desculpas e motivos pra não estar escrevendo no blog com mais frequência, mas na verdade o que estou enfrentando é uma dificuldade imensa para administrar minhas prioridades.
Por exemplo, enquanto estive de férias no Brasil, marido se aproveitou da minha ausência pra trocar o nosso computador de trabalho. Digo se aproveitou porque, apesar de ele ser o provedor financeiro da casa, sou eu que travo ou dou permissão para as compras ( e ele vai adorar ler isto aqui). Então que o homem já estava fazendo o lobby dele desde o ano passado dizendo que precisava de sei lá quanto mais de memória, que o maçãnzinha (apelido carinhoso do antigo computador, tudo nessa casa tem nome) estava travando e tals. Mas eu sou pão dura de pai e de pai, porque minha mãe é gastadeira, e não liberava o marido psicologicamente pra ele comprar o dito cujo. Uma semana no Brasil e o homem me conta que tinha uma promoção imperdível e que comprou o bicho novo.
Lenga, lenga, lenga, volto pra Alemanha e o teclado é novo também, alemão, e não tem til, nem cedilha. Vou acentuar o não e sai com trema, fico puta. Aí toda vez que sento pra escrever, lembro disso e deixo pra lá, porque não suporto escrever sem acentos. O problema nem seria problema, porque fora o computador lindão mega-master recém adquirido, temos um laptop por cabeça, mas eu tenho mania de escrever sentadinha na minha mesa de trabalho com aquela telona pra míope. Já tentei subornar o marido com favores que não posso mencionar neste post, pra ele trocar o teclado pelo antigo, mas aí ele teve que ir pra China, logo ali do lado de Hamburgo, e estou esperando ele voltar pra fazer toda aquela coisa de configuração da qual não entendo lhufas.
Então voltando para o problema das prioridades, ele na China e eu aqui, com duas crianças, sendo uma que não come, meus dias giram em torno de planos mirabolantes pra conseguir fazer a Laura comer algo que não seja batata frita e iogurte de banana. Minha tática atual é colocar a comida na mesa para todos, fazer o prato de cada um e deixar ali na frente dela fingindo que não estou nem aí. Eu como, a Julia come e a Laura fica empurrando o prato dizendo "não, não, NÃO!". E eu treinando pra ser o próximo Dalai lama. Consegui ver uma luz no fim do túnel no dia em que coloquei macarrão parafuso com molho de tomate. Ela finalmente comeu, com a mão, mas comeu e eu quase chorei de emoção. Mas foram só dois dias, depois não quis mais.
Na escolinha tudo um sucesso, não chora mais. No entanto a professora já veio me chamar de ladinho pra comentar que a Laura fez um espetáculo pra trocar a roupa que estava suja de suco que tinha entornado nela e ficou molhada mesmo. Também que ela queria ir de meia brincar no parquinho do lado de fora e fez outra cena pra trocar o sapato. Fiz minha cara mais blasé possível e disse que ela tinha uma personalidade muito forte realmente, pensando mentalmente que preciso caprichar na lembrancinha de natal da professora, pra garantir que ela tenha a paciência de Jó necessária pra cuidar da minha pequena tirana.
E nas próximas semanas teremos a visita de um casal de amigos do Brasil, ela minha amiga de jardim de infância! Foi através deles que maridão e eu nos conhecemos, nossa, essa é outra história boa pra contar também.
Tem ainda aniversário da Julia no final do mês, consulta com a médica alemoa e tomar vergonha na cara pra voltar pra labuta com mais afinco, andei recusando muito trabalho. Quero fazer um curso, estudar mais, fazer uma prova de alemão pra me testar.
No meio disso tudo tem as mil consultas de rotina de dentista, oftalmologista das meninas e ainda uma extra de alergista pra Julia que teve uma crise de asma por causa de alergia ao pólem, logo que voltamos pra cá. Essa foi a novidade, ganhou até bombinha pra voltar a respirar.
Rebolando pra dar conta de tudo.
5 comentários:
UFA!!!
É mesmo muita coisa pra dar conta. A bebezoca é osso duro de roer mas acho que vc está no caminho certo.
Alergia ao polen é um saco.
Torcendo por vc.
bjs
Bom, eu acho que já é complicado voltar das férias no geral, desde as coisas mais pequenas do dia a dia, quem dirá dar conta dos extras. Tô passada com a Bebezoca, normalmente a criançada apronta mesmo é com a mãe, mas ficar molhada e não deixar a professora mudar a roupa e nem o sapato, meeeeda! Bom, pelo menos ela comeu o macarrão. Marcela, vc vai ser santificada!
Aqui em casa é parecido, marido sempre pede "permissão"pras compras hahaha mas pelo visto tu é o Tio Patinhas da casa hahaha Promoção???? Que sorte, né? rs
Alergia ao pólen eu tb tive um ano desses, nem sabia o que era isso na vida. Foi aqui também que descobri minha alergia a gatos! rs
Bom, mas nesta loucura toda, irão se divertir com certeza com a chegada dos amigos, delícia! É bom, é gostoso! Bjs
Uau voce ta com a vida suuuuper busy por ai heim. Crianca que nao quer comer e um problema, apesar de nao ser mae lembro da minha mae passando uns sufocos com minha irma quando ela era mais nova porque nao queria comer nada. Espero que isso seja uma fase que passe bem rapidinho, assim como a personalidade forte dela que voces consigam achar um "jeitinho" de lidar com isso. Computador com problemas e meu caso por aqui,mas ja desisti sabe, agora vai acento mesmo, apesar da angustia que da em ver. Boa sorte por ai e que voce consiga "colocar" tudo nos eixos.
Beijinhos
Toda a minha solidariedade, Ma!
Não tenho nenhuma dica dessa vez, até pq também tô catando, né?
bj
Eliana,
Bebezoca me deixa loooouca! Bjs
Monique,
Busy eh apelido, esta semana ate chaveiro de emergencia oito da noite eu tive que chamar pra arrombar a fechadura que quebrou. Pode isso? Bjs
Rosa,
Obrigada pelo abraco virtual! Se achar alguma dica preciosa estou aqui. Bjs
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