domingo, 8 de dezembro de 2013

O furacão que passou por aqui

Marido acabou de sair para voltar só na sexta que vem de sua última viagem do ano, e só vai ser a última porque o ano acaba dali a duas semanas, senão é claro que teriam outras. Mas poderia ser pior, pelo menos não tem previsão de furacão para esta semana que começa, como foi na passada. Gente! O que foi esta tempestade?

Na quarta-feira o rádio e a TV só falavam em alertas à população do norte da Alemanha, Hamburgo em estado de alerta máximo para o furacão que esqueci o nome, que chegaria depois do almoço na quinta-feira. Adoro esta pontualidade germânica até para condições climáticas.  E assim foi. Julia foi pra escola, mas perto do meio-dia o céu já estava tão escuro que parecia noite. Fui buscar ela correndo um pouco mais cedo com a pequena no carrinho e na volta já pegamos uns pingões grossos da chuva. E dali a coisa só piorou, mas nós assistimos tudo de dentro do quentinho de casa. O vento fazia um barulho tão forte, que mesmo com vidros duplos nas janelas dava pra ouvir, junto com as sirenes dos carros de bombeiros ao longe. E os troncos das árvores balançavam aqui na frente da varanda. Como moramos relativamente perto do rio Elba, a coisa foi feia pros lados de cá. No centro houve lugares que inundaram, mas como a população se preparou, evitou usar carros e as escolas não funcionaram na sexta-feira, não houve ocorrências graves.

Sexta-feira também foi dia de Nikolaus, o Papai Noel das bandas de cá. Eu faço uma confusão danada com tanto velhinho de vermelho que tem a mesma cara e a Laura cada hora chama eles por um nome diferente. Bom, Dia de Nikolaus é dia de limpar bem a bota e colocar do lado de fora pra ver se ele traz doces para a criança que se comportou durante o ano. Ou ganhar um saco de batatas se não se comportou. Juro, minha comadre alemã diz que uma vez ganhou só batatas e traumatizou até hoje. Então que até filha número dois que não come-berra-pra-tudo-e-faz-pirraça-sem-justa-causa também ganhou seus chocolates, que eu não vou criar trauma na menina.

Aí, furacão lá fora e ca gente cheia de chocolate dentro de casa... comemos até explodir! E o sábado amanheceu assim:



4 comentários:

Rose disse...

Lindas da vovó!!!
Beijão

Eliana disse...

Oh, sei não, se ganhasse batatas rs era bem capaz de pedir purê pra vc hahahaha Aqui a tempestade ganhou o nome de São Nicolau mesmo, foi um pega pra capar aqui também. Eu voltava do supermercado e meu carrinho de compras serviu de âncora. A sensação que eu tinha era que iria voar! Aqui não nevou, porém por várias vezes caiu gelo puro mesmo do céu...nunca tinha visto igual. Boa semana aí pra vcs!

Luana disse...

Pelo menos ai nevou... aqui caiu o mundo, ficou uma neblina q eu jurava que tinha entrado naquele filme da Nicole Kidman (Os Outros) e ventou horrores - e eu moro no 8 andar, imagina?

Marcita mãe do destruidor. disse...

Não traumatiza a Laurinha não! A Juju é mega perfeita, não podemos interferir na formação da Laurinha, que certamente vai ser uma artista ou cientista quando crescer, por isso tem seus impulsos tão incompreendidos.
Eu teria medo de vendaval nessa tua casa por causa do janelão da varanda com aquele monte de árvore no quintal!