terça-feira, 21 de outubro de 2014
Pessoas sem filhos vs Pessoas com filhos
Hoje em dia o povo adora comparar a própria vida com a do vizinho, aliás, hoje em dia nada, acho que sempre foi assim, só que como a mídia social hoje nos faz espalhar espontaneidade instantânea a torto e a direito, é quase impossível a gente não parar de vez em quando pra olhar se a grama do vizinho está mais verde. E o nicho que as mães encontraram nesta era de internet é uma coisa fabulosa! Um tanto de gente preocupada com umas besteiras que faria minha avó rolar no chão de dar risada, ela que comia torresmo frito e tomava remédio pra controlar o colesterol religiosamente. Tem gente que adora apontar o nugget que a fulana dá pro filho, mas a outra rebate que é nugget feito em casa, de galinha que cisca no quintal e recebe o perdão da sociedade, afinal não será de todo culpada se no futuro o rebento não der pra nada na vida, seu futuro gastronômico tinha pelo menos uma base bem fundamentada.
Acho tudo isso muito divertido, como as pessoas querem passar adiante suas verdades como se fossem absolutas. Em tempos de eleição então, ouvi dizer que têm amizades estremecidas tamanha a indignação com a escolha do outro.
Aí hoje de manhã uma amiga postou o link de uma coluna do jornal português Público sobre pessoas com filhos vs pessoas sem filhos e logo pensei, lá vem pano pra polêmica. Vai ter gente defendendo que a vida não tem sentido sem filhos, que são todos uns egoístas aqueles que escolhem seguir a vida sem procriarem e como o amor incondicional é uma experiência fenomenal, aquele monte de clichês que a gente lê por aí. Mas o texto é na verdade bem leve e fala mais do antes e depois da vida com filhos e olha, gente, eu ri, ri alto de gargalhar enquanto tomava o meu café da manhã, porque me identifiquei em praticamente todo o texto. Já comi chocolate na cozinha escondida e já me tranquei no banheiro por mais de 5 minutos com s desculpa de estar "ocupada" atendendo ao chamado da natureza, quando na verdade eu só queria tempo pra ler meus E-Mails no celular.
É claro que vai ter gente dizendo que continua levando a mesma vida de antes, que continua viajando e saindo todos os finais de semana, mas não se iludam, esta não é a maioria. E nem é ruim por isso, que fique claro. Eu adoro sentar no sofá sábado à noite com maridão do lado e uma taça de vinho na mão pra assistir um DVD, mesmo que na maior parte das vezes eu cochile antes do fim e ele reclame comigo. Já saí muito, já fui pra balada, barzinho, festa, virei a noite no Reeperbahn e tomei café da manhã no Fischmarkt. E ainda vou fazer de novo, quando as meninas estiverem maiores e sobrar mais tempo. A vida de antes não precisa ser melhor do que a de depois. Nem vice versa. O importante é curtir as duas sem ficar controlando o tempo todo se a grama do vizinho, com ou sem filhos, está mais verde do que a sua.
O link para o jornal onde foi publicada a coluna é este aqui:
Pessoas sem filhos vs Pessoas com filhos | P3
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3 comentários:
O texto é muito bom. Ri muito também. Agora discordo de que pessoas sem filhos saem todo sábado e vão jantar fora, no cinema e blablabla...aqui adoramos ficar em casa. Sem contar que haja grana, hein? Só se dinheiro caísse mesmo do céu. Nem quando eu trabalhava era deste jeito, só na luxúria! Aliás, penso que tudo na vida é fase e filho não é pra tampar buraco, aquela coisa do que eu vou fazer agora? Filho? Não. Filho é escolha e pra vida toda. Tudo tem o seu lado bom e nem tão bom assim, agora comparar é triste. Simplesmente não tem comparação com amor incondicional e ficar uma tarde inteira segurando o xixi porque o sobrinho tava grudado feito um carrapato. rs Muito amor, minha gente! Amor incondicional de tia, serve? hahaha
Mudando de alhos pra bugalhos: gente brigando por conta de política? Pô, cadê o amor incondicional nestas horas pelo seu próximo? hahaha Seu post foi ótimo!!!! Bjs
Gostei do texto. Política não discuto, perco a paciência com com facilidade.
:)
eu faço parte da turma dos sem filhos que concorda com a Eliana. Eu tb gosto de um vinho e um filme, de preferência, sem interferência. hihihih
bjs, Eve
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