segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Bochechas vermelhas, máquina quebrada e óculos perdidos, tá bom pra você?

A semana por aqui começou complicada. Na verdade a semana passada já terminou mal das pernas. Sexta-feira à noite Laura começou com febrão, termômetro batendo na porta dos 40 graus. Pra ser com mais emoção a madrugada seguiu com vomitadas na cama, no chão, nos bichos de pelúcia e no meu pijama. O que eu estava vestindo, é claro. Marido limpando o chão e eu segurando a criança. Julia roncando no quarto como se nada estivesse acontecendo.

E assim adentramos o sábado, que tínhamos planejado ir a Lübeck conhecer o Mercado de Natal. Programação cancelada, mas nem por isso entediante. Trouxas de roupa suja da noite anterior pra lavar,  Julia borocoxô porque os planos tinham ido pro brejo. Resolvi leva-la ao cinema pra compensar enquanto marido se ocupava do plantão da bebezoca.

Ontem, domingo, tínhamos marcado um brunch com um casal de amigos e filhos num restaurante com programação de entretenimento circense pra garotada. Depois de mais uma noite mal dormida no mesmo esquema febrão-remédio-plantão-no-balde, acordo e Laura estava com o rosto todo vermelho, as bochechas pegando fogo. Arrumei ela, me arrumei e peguei um táxi pra emergência pediátrica que no domingo é uma belezura cheia de criança com todas as remelas da semana mal curadas. Julia nessa altura já estava repensando o dia em que pediu uma irmã. Marido e ela rumaram ao restaurante pra encontrar nossos amigos e ficamos nos comunicando via zapzap.

Como esperado, a emergência estava cheia, mas até que desta vez só demorou uma hora e meia, já contabilizei mais de 4 horas naquele lugar em outras ocasiões. E nesta uma hora e meia as bochechas da bebezoca já estavam só rosadas e ela sob efeito do antitérmico brincou como se aquilo fosse o parquinho. Médico chamou e eu descrevi o quadro acrescentando meu possível diagnóstico: "Olha aí, Doutor, a menina tá com febrão desde sexta, vomitando e agora me aparece esse vermelhão, pensei logo em meningite!". Claro que não era, senão eu não estava aqui fazendo piada. O homem de cara falou que de jeito nenhum, que aquilo era reação da virose, que a garganta estava inflamada e que algumas crianças têm esta reação ao vírus. Que vai e vem, mas que não era nada demais e me liberou pra ir pro restaurante sem nem uma receitinha.

E lá fui eu pro brunch com a Laura já toda branquinha, parece até que só porque eu fui ao médico o vermelho sumiu. Mas ele disse que a coisa ainda ia voltar durante os picos de febre.

A noite passada foi algo mais tranquila, o termômetro já baixou pra 38 e não houve cuspidelas no balde.

Contei que minha máquina de lavar quebrou? Pois é, comprei outra imediatamente semana passada online, com instalação incluída e de quebra levar a máquina velha pro lixo. Hoje de manhã, marido seguiu viagem pra Berlim, Laura manhosa ainda algo febril na minha cama, Julia na escola. Chega o homem com a máquina, bate o olho e diz logo de cara que não pode instalar porque eu tenho uma extensão do cano e lenta-lenga-lenga, ele não podia mexer na jossa por causa do seguro de sei lá o que, que se vazasse água e blá-blá-blá, eu já estava pensando em mandar ele pra um lugar pouco educado, mas mantive a compostura, fiz cara de conteúdo, assinei o papel de entrega e disse tchau. Fechei a porta e tive uma vontade de chorar no cantinho da auto-piedade, porque a máquina velha ele deixou no meio do banheiro com o cano vazando água, a nova no meio da entrada da minha casa  e eu estou podre de tantas noites sem dormir direito e Laura ainda estava gemendo no quarto me chamando. Então nessa hora não dá nem pra parar e ter pena de si mesma, porque se eu não me mexer pra resolver o pepino, não é a máquina que vai se autoinstalar. Peguei as famosas Listas Amarelas e liguei pro primeiro bombeiro hidráulico que achei nas redondezas. Contei meu mimimi pelo telefone o alemão prometeu resolver tudo amanhã às 8 da matina. Não disse o preço, tem que avaliar ainda, mas vou te dizer, eu pago pra não ter que me estressar, não é assim que vou ficar rica mesmo. Oremos até amanhã.

Laurinha parece que está melhorando, ainda tem as bochechas vermelhas, mas a febre está cedendo e até agora não dei remédio ainda, só está com 37 hoje. Mas cadê que eu acho os óculos da menina? Sumiram, desapareceram nesse caos que se instalou nos últimos dias. Tenho uma vaga lembrança de ter visto eles ontem à noite, mas nem sinal. Como situações emergenciais requerem medidas dramáticas, estipulei uma recompensa de 5 EUR pra ver se a Julia encontra. Mas já estou pensando em ter que ir no médico de novo pegar receita para um novo. Contei que acabei de pegar os óculos novos semana passada?


6 comentários:

Eliana disse...

Não...a máquina quebrada, não...isso é quase uma maldição nesta época do ano ainda por cima. Criança doente, melhora, mas máquina de lavar roupa quebrada, não. Eu teria me jogado aos pés do instalador, mostrado a criança doente na cama! hahaha
Espero que encontrem os óculos da pequena...ihhh será que não foi junto com o balde???? Cuidem-se meninas e boa sorte com o cara da manutenção amanhã...que ele seja o salvador! rs

Anônimo disse...

Mas já viu isso? Tudo na msma hora.
Só com muito foco pra administrar tudo e manter o bom humor.
Pensamento positivo pra vc!
Ma, quando vc vai contar como foi q percebeu a necessidade de óculos de Laura ou foi em exame de rotina?
bj a todos

rose disse...

Não tá mole essa vida de expatriada!!!
Se o óculos aparecer e quando tiver tempo faz outro pra ficar de reserva.
Tomara que o cara amanhã acerte a sua máquina "oremos".
Força na peruca que aos poucos a vida entre nos eixos.
Espero que a bebezoca sare logo.
Beijão

Deby-abelha disse...

Puxa!!!! Deu pena só de ler.
Nessa vida, máquina de lavar poupa tempo que é uma beleza!
Espero que a rotina de sempre volte logo. Que Laura siga bem e que a máquina seja instalada!!!

Pensamento positivo!

Ma disse...

Rosa, Já já eu faço um post pra contar sobre a história dos óculos da Laura. Bjs

Anônimo disse...

Aguardando
bj