terça-feira, 22 de novembro de 2016

Mais do mesmo

Seguimos rumo ao fim do ano a todo vapor, os dias cada vez mais curtos, novembro é aquele mês dark, quando o peso da escuridão se faz notar. Pra mim, a parte difícil é acordar, mais precisamente levantar da cama. Porque eu sou daquelas que precisa de um tempo pra virar gente e ser sociável, mas com duas crianças, isso não é possível há muitos anos. Quando são bebês é tranquilo, você tá lá achando que passou a madrugada acordada dando de mama e que aquilo não vai ter fim, mas a verdade é que hoje eu vejo como era mais fácil cof cof cof. Eu não tinha compromisso nenhum e podia passar o dia embodiada com a cria na frente da televisão se quisesse. Agora não. Tem escola e hora pra chegar e não dá pra enrolar na cama. O despertador aqui em casa toca às 6:00h e o sol hoje só nasceu às 8:00h... Ou seja, as duas saem de casa ainda no escuro (Julia entra às 7:45h e Laura às 8:00h), imaginem o bom humor matinal da casa. Laura rosna pra todos, reclama TODO DIA que não quer tomar café da manhã (que novidade!) e Juju se arruma na velocidade de um cágado. Eu e maridão, cada um pra um lado, um faz o lanche, o outro bota o café da manhã delas, ele corre pra tomar banho e ficar pronto pra levar a Laura enquanto eu acabo de dar as últimas coordenadas pra cada uma do que ficou por fazer. Há tempos instituí a arrumação das camas e pijamas dobrados para cada uma como tarefa antes de sairem de casa. Ajudo com os edredons que são pesados e difíceis de dobrar, mas quero que elas se acostumem a cuidar de pequenas tarefas pessoais sem achar que isso é o fim do mundo.

Ontem recebi um e-mail da escola dizendo que estão precisando de ajuda dos pais para ajudar no bazar de Natal hohoho, parece que de 350 crianças, só 15 adultos se voluntariaram hohoho mil vezes, não sou a única a abominar o evento. Fiquei com pena, mas ao mesmo tempo não estava a fim de ficar fazendo conta de troco em alemão de cabeça (odeio), aí tive a grande ideia de perguntar pra Julia se ela topava ajudar na barraquinha de vender bolo, ela adora participar dessas coisas e achou o máximo. Mandei um e-mail pra mãe organizadora que eu conheço desde a época do Kindergarten e ela já colocou a Juju na escala de turnos na cafeteria. Safei-me desta. Agora só preciso dar as caras no dia e comprar os badulaques de papel feitos pelas crianças pela boa causa de arrecadar dinheiro pra escola :)

3 comentários:

Eliana disse...

Meu...isso aqui é as trevas! Eu só sou gente depois das dez horas. Posso até acordar, levar meia hora enrolando e ficar feito um zumbi no meio das trevas até o dia começar a clarear.
Juju entra às 7:45???? Isso ainda é madrugada! hahaha Quando eu conto no Brasil estas coisas, o povo acha que é exagero meu. Se bem que eu já madruguei muito nesta vida também, levantando e saindo na escuridão...mas sei lá, no Brasil é outro clima, literalmente!
Aqui o dia começa na escuridão, clareia um pouco e logo escurece de novo! A gente sai no escuro e volta no escuro. É escuro pra todo lado! hahaha
Realmente, quem tem filhos, em idade escolar não tem escapatória! É compromisso de tudo quanto é jeito. Eu chego a ficar com dó, porque tem uns pais que entopem a vida dos filhos. Certas coisas eu acho até exagero.
Então Juju topou te representar no bazar! Que bom! Aguardaremos o bazar! rs Bjs

Ma disse...

Pois é, Eliana, eu quando conto no Brasil também recebo reviradas de olhos, o povo acha que é só glamour hahahah. Sério, eu também acordava cedo pra trabalhar no Brasil, começava a atender no consultório às 8, mas lá é claro, quente, bem diferente. Aqui nesse rio e escuridão é bem mais sofridooooo. Bjs

rose disse...

Acho o fim da picada as crianças precisarem acordar tão cedo pra escola, absurdo. As aulas deveriam começar pelas 9.00h. Como uma criança vai ter fome pro café da manhã assim? Nem Juju que é boa de garfo. Afff.

Ainda bem que maridão ajuda, e isso é ótimo.

Muito bom Julia gostar de participar de eventos pois assim ela vai poder te substituir em algumas coisas na escola da Laura. Por ser mais velha vai quebrar um bom galho.
Beijão