"Du weisst ja nicht, was es heisst, so lange Zeit unter Fremde zu leben."
"Meinst du wirkilich?" entgegnete ich scharf. Verdutzt sah er mich an. Dann lächelte er und senkte wieder den Blick.
"Aye, vielleicht weisst du es ja", räumte er ein. "Man ändert sich, nicht wahr? So sehr man auch die Erinnerungen an die Heimat pflegt und weiss, wer man ist - man ändert sich im Lauf der Zeit. Man wird zwar nicht so wie die Leute in der Fremde. Das ist nicht möglich, selbst wenn man wollte. Aber man entfernt sich von sich selbst."
"Você não sabe o que significa, viver tanto tempo entre estranhos".
"Você está falando sério?" retruquei afiada. Ele me olhou intrigado. Então sorriu e abaixou novamente o olhar.
"É, talvez você saiba" concordou ele. "A pessoa se modifica, não é mesmo? Mesmo que a pessoa cuide das lembranças da terra natal e saiba quem é, a pessoa se modifica com o passar do tempo. Não se torna realmente como as pessoas do novo lugar. Isto não seria possível, mesmo que quisesse. Mas a pessoa se afasta de si mesma."
(livre tradução de um trecho do livro Ferne Ufer, Diana Gabaldon)
2 comentários:
Hm... pondeirando aqui. Faz sentido.
depois de um tempo nos mesmos viramos estranhos...tanto na Alemanha, qto no Brasil ;) Nos flutuamos no meio das culturas e das nacoes. bjs!
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