domingo, 15 de agosto de 2010

Doutorado suma cum laude Socila Paris

Ontem fomos a uma festa de aniversário infantil de brasileiros, naquele esquema, todo mundo convidado, adultos e crianças, comida a dar com pau.

Lá pro final, o pessoal começou a se levantar pra ir embora e foi fazer o famoso "pratinho" pra levar pra casa com comida da festa. Vem a dona da festa, com quem eu não tenho a menor intimidade, só vi duas vezes porque é amiga das minhas vizinhas, e me pergunta:

- Ma... , você é chique?

Fiquei com aquele ponto de interrogação na cara pensando o que responder a uma pergunta dessas, porque na hora não entendi o que ela queria dizer. No que veio a explicação:

- Ah, é que não sei se você está acostumada com esse negócio de levar comida pra casa de festa.

Aí eu entendi. É que geralmente quem me conhece a primeira vista me acha besta. Eu tenho aquele sotaque arrastado de patricinha carioca, falo porrrrrta, caraca e a beça, gosto de me arrumar sempre, mesmo que seja num estilo despojado, uso brincos, pulseiras, colares, aneis e dificilmente saio de casa com a cara lavada. Pra quem me conhece pouco, até ver que eu tenho bom coração e bom papo (hohoho e que sou convencida também) me acha metida e eu sei disso. Não ligo, é meu jeito, vou fazer o quê?

Verdade que só fui me tocar disso morando aqui fora do Brasil, onde tive mais contato com pessoas de outros estados brasileiros. Porque no Rio fala todo mundo que nem eu, é todo mundo besta mesmo, ninguém se importa com isso. A praia tá ali e encontrar globais na rua não desperta palpitações. Cansei de cruzar no calçadão de Copacabana com o Paulo Coelho e com o Tony Ramos na minha agência bancária do Jardim Botânico.

Mas aqui sempre ouço comentários de outros brasileiros sobre meu sotaque carioca, ou sobre o modo de vida diferente do Rio.

Não ligo pra marcas e sou capaz de usar uma roupa das Lojas Americanas ou da Marisa numa boa. No dia a dia sou uma pessoa de hábitos simples e tento cultivar  e principalmente passar adiante pra Julia que o que importa são os valores morais e não materiais. Até porque nunca fui rica.

Mas a fachada é essa, não tem jeito. Realmente não gosto de levar pratinho pra casa com comida de festa, mas aí maridão sabiamente explicou a diferença:

- Você não é chique, é fresca mesmo.

6 comentários:

Marcita disse...

Se falar que você é de Copacabana então...
Eu te entendo! E como!!!! Isso porque aqui só tem gente de Goiás, Paraná e Minas. Se fala que é do Rio já te olham meio torto.
Eu canseeeeei de ver a Fátima Bernardes com o Bonner no Barra Shopping e como ia à praia em Ipanema, muitas vezes vi a Malu Mader com o Beloto na areia...

Anônimo disse...

kkk tb nunca sai para pedir autografo para global, sou mais eu: eta convencida!

Liza Souza disse...

Ma,
tbm sou taxada de metida as vezes, mas no meu caso é por que o nariz é muito empinado e a voz muito fina, parece coisa de menina muito mimada. Tem gente que fala que tenho cara de rica. hahahahahahaha Mas, quando me conhecem percebem que de metida eu nao tenho nada. Acho que o meu coracao tbm nao palpitaria se eu encontrasse um global na rua. rs
Beijos e uma linda semana pra voces!

Margot Abirato disse...

Ô frescona, e é por isso que vc não vem me visitar, só o Bal, é? :o))

Ma disse...

Depende, margot, vc vai me obrigar a levar pratinho de comida pra casa? Vou ver quando a Ju vai ter férias agora, porque o esquema de pré-escola aqui é pior que exército pra faltar. Me espera que eu vou! Bjs

Anônimo disse...

O que te estraga é a modéstia hahahaha.
bjs
R.