Dito e feito, ela tem alergia a dois tipo de pólen, mas que se cruzam com mais dois outros que florescem de março à setembro. Todas chora? A alergia ao ovo continua também em seu grau máximo... Saí do consultório com prescrição de bombinha para as crises de bronquite e espaçador. A Julia tem respondido bem ao tratamento paralelo com homeopatia, as crises de asma estão bem menos frequentes, mas ainda sofre muito com a rinite alérgica. Nas viagens de avião sofre com muita dor de ouvido nas aterrisagens e nada resolve ou alivia. Agora quero ver como a Laura vai evoluir, acho que já vou marcar uma consulta com a homeopata pra começar a acompanhar ela também.
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| Cada número é para um tipo de alergia no teste, 2 é o controle de histamina |
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| Resultado positivo 7, 9 (pólen) e 11 (ovo) |
Por isso que cada vez que eu escuto gente falando que as alergias e intolerâncias são coisa da atualidade, penso em como é muito mais fácil ignorar do que tentar se informar. Antigamente não havia nem a metade dos métodos de diagnósticos que se tem hoje, a expectativa de vida era muito mais baixa do que a de hoje e as pessoas sofriam de diversos males sem ter como procurar explicação para eles. Nem os médicos tinham os meios para tal. Hoje está tudo aí, a gente acha os problemas com muito mais facilidade, mas nem sempre a solução para eles.
A Laura NUNCA comeu ovo na vida e tem uma baita alergia que eu levo na bolsa o remédio de cortisona caso um desavisado lhe ofereça algo proibido. Ela foi diagnosticada com 6 meses, antes da introdução do ovo na alimentação e a hipótese levantada pelo alergista foi a de que o primeiro contato com a proteína do ovo foi intrauterino, uma coisa raríssima em se tratando de alergia. Já aprendeu a perguntar na casa do amiguinho ou na escola "Tem ovo?" e na dúvida ela não aceita. Com muita frequência me perguntam o que acontece se ela comer algo com ovo. Bom, pode acontecer desde uma irritação de pele, que já aconteceu com um queijo ralado de pacote que continha lisossima, um conservante à base de clara de ovo, até um choque anafilático com parada cárdio-respiratória. Quando eu perguntei se ela não poderia pelo menos um pedaço de bolo, já que em um pedaço não tem um ovo inteiro, a resposta do alergista foi que só poderíamos tentar se ela estivesse internada para isso, com todo o aparato clínico em caso de emergência. Bom, eu não vou internar a criança para isso porque nem tão indispensável assim é o ovo. Já aprendi a fazer praticamente tudo, de bolo a panquecas sem o dito cujo e ninguém nunca notou a diferença.

Aqui em casa só eu não sofro de alergia, hoje, porque sofri muito dos 14 aos 25 anos, fiz dois anos de tratamento com vacinas para uma alergia séria à poeira. Tive alergia tópica que nunca conseguiram diagnosticar o que provocava e passei anos empolada e com os olhos que inchavam do nada bem na véspera daquela festtinha legal. Hoje sumiu tudo, não dou mais nem um espirro. Em compensação, marido que nunca teve nada até os 30 anos, aqui descobriu-se alérgico a pólen e sofre terrivelmente todo ano, assim como as meninas.
No nosso cardápio os bolos, panquecas e pudins são sem ovos, o leite é sem lactose e ninguém come balas ou qualquer tipo de acúcar de noite pra não ter dor de barriga.
Somos uma família alérgica e intolerante, aaaaatchim!


3 comentários:
O que? Internar pra dar um pedaço de bolo? Gente do céu! Realmente é um perigo.
Eu acho, nunca fui atrás, e, na época, acho que ninguém nunca pensou, como vc mesma citou no texto, o problema da sua avó, que eu tivesse alergia ou intolerância. Deve ter se passado o mesmo comigo. Tive diarreias absurdas e hoje eu desconfio do leite. Alergias na pele que apareciam do nada. Percebo que carne de porco também não me faz bem, enfim...acho que tem muita, mas muita gente intolerante e alérgica por aí que nem desconfia e como se sofre! Ainda bem que vocês já identificaram, fazem acompanhamento e se cuidam e, claro, há o avanço da medicina que colabora com a qualidade de vida.
Minha amiga tailandesa, coitada, aqui tb se descobriu alérgica e um montão de coisas...depois de véia! rs
Enfim...não é fácil mas também não é o fim do mundo...dá pra se ir levando.
Bjs
Tive que rir no final do post, atchim rsrs.
A sua avó apesar de tudo soube conviver com a alergia mesmo sem entender. Antigamente era difícil de acreditar. Hoje está tudo mais fácil.
Acho que a homeopatia vai ajudar muito a Laura principalmente em relação ao pólen. Tratamento com vacinas é longo mas em alguns casos costuma dar certo, com vc foi assim. Enfim, dá pra ser feliz mesmo sendo alérgico, não é mesmo?
Vida que segue.
Beijão
Alergia não é brincadeira não, especialmente essas a pólen. A genética conta com certeza, mas eu acho que o clima também é um grande aliado. Eu não sentia nada no Brasil, mas depois que vim para a Suécia meu nariz está sempre "reclamando" no inverno. Então, creio que o meu corpo reagiu um pouco com a mudança brusca do calor para o frio. Mas imagino que seja difícil para uma criança ter sempre que está se policiando para não comer isso ou aquilo. Eu tenho um sobrinho alérgico a glúten e na infância ele sofria muito quando ia para as festinhas, ainda mais a 20 anos atrás que era uma coisa super incomum e no Brasil que como você mesmo disse as pessoas acham que é uma "frescura". Mas é isso, a vida é injusta e graças a Deus que hoje em dia tem tantas facilidades para os alérgicos, tantos tipos de comidas e receitas que foram desenvolvidos e que continue assim!
P:S- Só não aguento esse povo que não é alérgico a nada e fica tirando glúten, lactose e o escambal da comida. Isso sim, é frescura.
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